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domingo, 7 de março de 2010

Diário da viagem. Considerações iniciais...

Oi!

Sou o Alfonso, um cara que, durante quinze anos da sua vida, achou que era "o cara", fosse por ser servidor da união, fosse por ter se formado em uma faculdade pública de primeira linha, do estado de São Paulo, fosse por dar solução aos mais diversos problemas, das mais inustadas áreas (julgavam-me os circunstantes um cara criativo, imaginoso e versátil). Mudei-me para Brasília por motivos profissionais; acostumado a dar solução aos problemas por minha própria conta, lá eu tive o desprazer de ouvir que eu era um elemento meramente operacional, que a decisão não era minha. Naquele dia descobri que eu não era nada. Como eu era um nada muito bom (??!?!?!?!?!?!), meu elevado conceito e meu perfil profissiográfico me conduziram a uma designação para trabalhar à disposição do ministério ao qual eu estava subordinado. Na nova comissão, descobri que além de nada eu não era ninguém. De nada adiantaram os vinte e um anos de excelentes serviços prestados ao país, as referências elogiosas, as condecorações... Bem, a partir da descoberta de que não sou nada e nem ninguém e discordando plenamente disto, parti em uma viagem, de descoberta, para saber o que e quem sou. Esta viagem, nada mais é do que a viagem da vida, com seus altos (raríssimos) e baixos (se fosse o gráfico do monitor de um paciente, de tanto que fica baixo, o paciente já estaria morto faz tempo...).

Pretendo não me apegar somente somente a mim, ficaria sem graça; pretendo, ao invés, escrever sobre a vida que me (nos) cerca. E de certa forma, ainda que indiretamente, estarei fazendo referência à viagem de quem me lê.

Boa viagem, para todos nós...