Oi.
Parece-me que não existem mais formadores de opinião no Brasil. Que se rasgue, se queime e se quebre todo o aparato de mídia deste país. Pouco importa se este ou aquele candidato for a favor ou contra o aborto. A questão, quando se fala de políticas públicas, não é esta. E pretendo destrinchar a questão em poucas linhas.
1ª abordagem: a preguiça dos líderes religiosos: sim, preguiça, não há outro nome a se usar. Você, leitor amigo, já foi à Igreja? Qualquer igreja? Ao centro espírita, do seu bairro? À reunião budista, do seu vizinho? Pois bem, lá você ouvirá preceitos, alguns comuns às religiões em geral, outros, específicos de cada doutrina; aliás, é justamente por causa dos preceitos específicos que existem tantos caminhos... Bem, voltando: cada caminho especificará um trajeto a ser seguido, INDEPENDENTEMENTE das leis do país, ou de aspectos culturais, ou do que quer que seja. Não se orienta a beber nas igrejas evangélicas, por exemplo. E, aqueles que são fiéis à doutrina, não bebem. Ora, no Brasil, não é crime beber, no entanto, como o doutrinamento nesta área é bem feito, o adepto religioso não bebe. Ou fuma. Ou faz qualquer outra coisa que seja pecado. O MESMO IRÁ ACONTECER COM O ABORTO. Basta que os líderes façam o dever de casa e doutrinem seus rebanhos. Um aparte: o que a Igreja Católica sugere então, beira à ignorância da idade das trevas: não pode usar camisinha. Ah, sim, também não pode fazer aborto. Qual será o próximo passo: Não pode entregar a criança para adoção? Camisinha é melhor do que aborto, com certeza, pois se evita um problema, ao invés de solucioná-lo, de forma radical e traumática, depois. E, numa análise bem fria, FEITA POR MIM, sexo com camisinha, se a camisinha for usada do início ao fim da relação, nem pode ser, tecnicamente, considerado sexo, porque nao há troca de humores sexuais. Sou um gênio, não sou?. Ah, sim, sou também religioso, só não posso deixar de ser coerente...
2ª abordagem: estado laico: beleza, o pessoal da política quer os votos dos religiosos. NINGUÉM deve se esquecer, porém, da separação entre Igreja e Estado. E existem razões de estado para se promover a descriminalização do aborto. Quantas meninas por ano morrem em virtude do uso de abortivos ou de procedimentos mal feitos em "clínicas" de aborto? Isto sem falar nos incontáveis casos em que, a candidata a mãe se esteriliza ou sofre complicações do procedimento mal feito, terminando a curetagem num hospital da rede pública (que, como aborto é crime, não possui pessoal especializado no tratamento que a paciente necessita para seu reestabelecimento). Cabe aqui uma puxada de orelha num líder religioso que disse que não votaria mais em Marina porque ela traía a sua fé ao jogar para o povo um plebiscito sobre o assunto. De novo: estado e igreja são separados e mais, não se governa só para religiosos, nem se impõe um conceito religioso por meio de medida provisória ou lei. Isto é feito nas igrejas e, mais uma vez eu digo: líderes, deixem de ser preguiçosos e vão orientar seus rebanhos.
3ª e última abordagem: livre arbítrio: bem, digamos que, o radicalismo ganhou, os políticos mentiram dizendo que, por razões de estado, são contra o aborto (não dá pra ser, este é um problema de saúde pública de cunho altamente social, com profundo impacto nas comunidades carentes deste país), as lideranças religiosas continuaram com sua pregação antiabortiva, mas, contudo, um determinado casal engravidou. Eles estão começando a vida, ruim pros dois, fora de hora pros dois... O que fazer? Bem, independente do que diz a lei e independente do que dizem seus líderes religiosos, eles, segundo seu livre arbítrio, seguirão um dos dois caminhos, o do aborto ou o do não aborto. Digmaos que, por absurdo, a opção do casal seja pelo aborto. Não seria melhor fazer um aborto com segurança, amparado pelas leis do país, aproveitando até a infraestrutura e a expertise dos profissionais da rede pública de saúde, que em caso de aprovação de uma "lei de aborto" terá experiência no assunto? Ou alguém acha que o melhor seria deixar a mulher à incerteza dessas clínicas clandestinas a mutilarem sua madre e sua vida? Gente, há que se respeitar a decisão do casal. Gerar condições para que se respeite isto, é função do estado.
Concluo, desta forma, que, mesmo sendo peremptoriamente contra o aborto ou qualquer outra forma de cerceamento da vida (pena de morte, sacrifício humano, etc...), esta é uma questão de estado e deve ser tratada dentro do âmbito das políticas públicas, cuidando dos interesses dos menos favorecidos, cabendo, em caso de aprovação de uma "lei de aborto", ações enérgicas das lideranças religiosas na condução de seus rebanhos.
Este é o meu ponto de vista e o defendo na presença de Deus e, parafraseando Paulo, sem ser herético, "creio que também eu tenho o Espírito de Deus sobre este assunto".
Beijos a todos,
Alf.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Zero votos...
Oi.
Descobri um segredo. Melhor, descobri algo que não era segredo mas que eu, na minha ignorância da legislação eleitoral, desconhecia. Sabe aquele pessoal que aparece com zero votos no resultado das eleições? Eu sempre achei que o cara fosse tão treva que nem ele mesmo tivesse votado em si mesmo... Mas não é isto. Ao investigar porque a mulher-pêra não tinha recebido nenhum voto (ao final deste texto, veja o vídeo que explica porque seria impossível ela não ser votada), descobri o motivo: se o candidato não tiver pago uma multa, ou taxa, ou tiver morrido, ou tiver a sua candidatura impugnada, enfim, se existir qualquer pendência junto à Justiça Eleitoral, o candidato leva zero votos. O portal de notícias G1, com um apuro redatorial "abismalmente" superior ao meu, escreveu o seguinte sobre o assunto: "* O(s) candidato(s) que aparece(m) com zero voto pode(m) não ter votação ou estar em uma das seguintes situações: indeferido com recurso ou indeferimento, renúncia ou falecimento após a preparação de urnas." (fonte: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/famosos-eleitos-deputados-comentam-vitoria-nas-urnas.html).
Finalmente entendi que aqueles caboclos com zero votos não são, necessariamente, caboclos sem votos, mas sim, pessoas cujos votos recebidos não poderão ser computados, logo, recebem zero votos.
Assista agora um vídeo que demonstra todo o potencial eleitoral da candidata mulher-pêra (e que potencial!). Relembro às leitoras que a presença deste vídeo no blog é meramente informativo, para dar credibilidade ao texto e não porque a Suellen Rocha, a mulher-pêra, seja maravilhosa e eu esteja precisando aumentar o número de acessos ao meu blog. Não, isto nunca, seria anti-ético...
Agora, depois que você descobriu os predicados, atributos e motivos que levariam os solteiros e seus maridos a votarem na Suellem Rocha, aqui vai o link do site da mulher-pêra onde ela explica o infortúnio que aconteceu com sua candidatura:
http://www.mulherpera.com.br/index.php
Beijos tutti-frutti,
Alf.
Descobri um segredo. Melhor, descobri algo que não era segredo mas que eu, na minha ignorância da legislação eleitoral, desconhecia. Sabe aquele pessoal que aparece com zero votos no resultado das eleições? Eu sempre achei que o cara fosse tão treva que nem ele mesmo tivesse votado em si mesmo... Mas não é isto. Ao investigar porque a mulher-pêra não tinha recebido nenhum voto (ao final deste texto, veja o vídeo que explica porque seria impossível ela não ser votada), descobri o motivo: se o candidato não tiver pago uma multa, ou taxa, ou tiver morrido, ou tiver a sua candidatura impugnada, enfim, se existir qualquer pendência junto à Justiça Eleitoral, o candidato leva zero votos. O portal de notícias G1, com um apuro redatorial "abismalmente" superior ao meu, escreveu o seguinte sobre o assunto: "* O(s) candidato(s) que aparece(m) com zero voto pode(m) não ter votação ou estar em uma das seguintes situações: indeferido com recurso ou indeferimento, renúncia ou falecimento após a preparação de urnas." (fonte: http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/famosos-eleitos-deputados-comentam-vitoria-nas-urnas.html).
Finalmente entendi que aqueles caboclos com zero votos não são, necessariamente, caboclos sem votos, mas sim, pessoas cujos votos recebidos não poderão ser computados, logo, recebem zero votos.
Assista agora um vídeo que demonstra todo o potencial eleitoral da candidata mulher-pêra (e que potencial!). Relembro às leitoras que a presença deste vídeo no blog é meramente informativo, para dar credibilidade ao texto e não porque a Suellen Rocha, a mulher-pêra, seja maravilhosa e eu esteja precisando aumentar o número de acessos ao meu blog. Não, isto nunca, seria anti-ético...
Agora, depois que você descobriu os predicados, atributos e motivos que levariam os solteiros e seus maridos a votarem na Suellem Rocha, aqui vai o link do site da mulher-pêra onde ela explica o infortúnio que aconteceu com sua candidatura:
http://www.mulherpera.com.br/index.php
Beijos tutti-frutti,
Alf.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Eu sou melhor que o IBOPE!
Oi.
Eu sou o melhor, sou o melhor, sou o melhor! A Marina ganhou em Brasília, como previu minha enquete informal. O que eu não tenho com prever é o futuro da nação, pois não tenho como prever o que se passa na cabeça de um político. Quando eu soube que o PV apoiaria Serra, imaginei que a Marina individualmente apoiaria o PT, tendo em vista sua história com o partido. Ainda que tivesse saído brigada, sou do tipo que acredita que uma única briga não invalida toda uma vida de parceria. E ela teve toda uma vida de parceira com o PT, desde seu início na vida pública, até chegar aos mais altos cargos da república; pelo voto, foi senadora e por indicação, ministra. Só não foi chefe do executivo (se me premitem dizer, ainda...). Alguém disse que se a campanha demorasse mais um pouquinho, ela seria a candidata de oposição que iria para o segundo turno e, no segundo turno, ela seria a opção vitoriosa. Vai saber... Não temos como saber. Aliás, foi assim que eu comecei meu argumento e o respondo agora. Apesar de toda a minha expectativa de apoio de Marina ao PT, tal apoio não aconteceu (ainda... Estamos falando da cabeça de político, lembra?)... Eu fico pensando até na incoerência do discurso com a prática: enquanto Marina defende o verde, nossas matas, biodiversidade e crescimento sustentável, o José "Serra"... Que piadinha infame, não é mesmo? É que eu não resisti, risos.
Beijão a todos,
Alf.
Eu sou o melhor, sou o melhor, sou o melhor! A Marina ganhou em Brasília, como previu minha enquete informal. O que eu não tenho com prever é o futuro da nação, pois não tenho como prever o que se passa na cabeça de um político. Quando eu soube que o PV apoiaria Serra, imaginei que a Marina individualmente apoiaria o PT, tendo em vista sua história com o partido. Ainda que tivesse saído brigada, sou do tipo que acredita que uma única briga não invalida toda uma vida de parceria. E ela teve toda uma vida de parceira com o PT, desde seu início na vida pública, até chegar aos mais altos cargos da república; pelo voto, foi senadora e por indicação, ministra. Só não foi chefe do executivo (se me premitem dizer, ainda...). Alguém disse que se a campanha demorasse mais um pouquinho, ela seria a candidata de oposição que iria para o segundo turno e, no segundo turno, ela seria a opção vitoriosa. Vai saber... Não temos como saber. Aliás, foi assim que eu comecei meu argumento e o respondo agora. Apesar de toda a minha expectativa de apoio de Marina ao PT, tal apoio não aconteceu (ainda... Estamos falando da cabeça de político, lembra?)... Eu fico pensando até na incoerência do discurso com a prática: enquanto Marina defende o verde, nossas matas, biodiversidade e crescimento sustentável, o José "Serra"... Que piadinha infame, não é mesmo? É que eu não resisti, risos.
Beijão a todos,
Alf.
domingo, 3 de outubro de 2010
Resultado das Eleições. De verdade.
Oi.
Estou estarrecido. Teremos segundo turmo para as eleições presidenciais. O interessante foi o meio através do qual isto aconteceu. O Serra manteve o mesmo percentual de votos que as pesquisas indicavam e que, se os demais candidatos mantivessem os percentuais das pesquisas, daria vitória pra Dilma em primeiro turno. Contudo, houve uma "transferência" dos votos previstos para Dilma para a candidata Marina Silva. Foi a candidata Marina Silva que levou as eleições presidenciais para o segundo turno. O irônico é que ela, a pessoa que fez a diferença, não estará presente nominalmente no segundo turno; ela abriu caminho para o segundo turno, mas quem o disputará serão Dilma e Serra. A sorte está novamente lançada. Quem ganhará?
Beijos apreensivos quanto ao futuro da nação,
Alf.
Estou estarrecido. Teremos segundo turmo para as eleições presidenciais. O interessante foi o meio através do qual isto aconteceu. O Serra manteve o mesmo percentual de votos que as pesquisas indicavam e que, se os demais candidatos mantivessem os percentuais das pesquisas, daria vitória pra Dilma em primeiro turno. Contudo, houve uma "transferência" dos votos previstos para Dilma para a candidata Marina Silva. Foi a candidata Marina Silva que levou as eleições presidenciais para o segundo turno. O irônico é que ela, a pessoa que fez a diferença, não estará presente nominalmente no segundo turno; ela abriu caminho para o segundo turno, mas quem o disputará serão Dilma e Serra. A sorte está novamente lançada. Quem ganhará?
Beijos apreensivos quanto ao futuro da nação,
Alf.
sábado, 2 de outubro de 2010
Resultado das Eleições.
Oi.
Não, não tenho poderes paranormais, nem onisciência... Não falo das eleições presidenciais, mas sim das eleições para o filme brasleiro que irá concorrer ao Oscar.
Quem ganhou as eleições foi "Nosso Lar", seguido por "Chico Xavier" (parabéns aos espíritas, pelo lobismo, diga-se de passagem), contudo, ganhou mas não levou; a comissão que decide qual filme representará o Brasil no certame optou por "Lula, o filho do Brasil".
Ele, o Lula, avisou que não sabia de nada...
Beijão, boa eleição amanhã, Faça escolhas conscientes, pelo bem do país.
Alf.
Não, não tenho poderes paranormais, nem onisciência... Não falo das eleições presidenciais, mas sim das eleições para o filme brasleiro que irá concorrer ao Oscar.
Quem ganhou as eleições foi "Nosso Lar", seguido por "Chico Xavier" (parabéns aos espíritas, pelo lobismo, diga-se de passagem), contudo, ganhou mas não levou; a comissão que decide qual filme representará o Brasil no certame optou por "Lula, o filho do Brasil".
Ele, o Lula, avisou que não sabia de nada...
Beijão, boa eleição amanhã, Faça escolhas conscientes, pelo bem do país.
Alf.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Eu, IBOPE.
Oi.
Ontem, fiz uma enquete: todo mundo que entrava na minha seção eu perguntava: em quem você votará para presidente? Se eu fosse o IBOPE, teria que reportar o meu resultado como 90% para Marina, 10% para Serra e 0% para Dilma. E perguntei para todos mesmo, de todas as raças, de todas as escolaridades e de todos os níveis salariais...
Como explicar então a predileção por Dilma nos instrumentos de pesquisa? Não sei. Não satisfeito, ainda perguntei em cada comércio que fui, para quem os atendentes dariam o seu voto. Deu Marina novamente, sem Serra, nem Dilma.
Aguardarei as votações. Quem sabe, de repente, ao ser anunciado o resultado das eleições, Marina tenha ganhado em Brasília e não no resto do país. Só isto explicaria esta disparidade entre os instrumentos de pesquisa e minha enquete informal.
Beijão,
Alf.
domingo, 26 de setembro de 2010
Sam Kurenai.
Oi.
Vocês conhecem o Sam Kurenai? Não???? Vocês não tiveram infância??? Ele, o Sam Kurenai, era o personagem principal de um seriado de animação. Enquanto que no restante da América Latina (AL) o nome do seriado era "Sam, el rey del judo", por aqui era chamado de "O Judoca" e conhecido em vários países como "Judo Boy". Na língua original, "Kurenai Sanchiro", algo como Sanchiro Escarlate ou Sanchiro Avermelhado. Porém o Kurenai, além de significar em português algo como rubro (ou avermelhado, ou escarlate - e por aí vai...), na séria animada é o nome da escola em que ele se formou em artes marciais: "Escola Kurenai de Jiu-Jitsu".
Só que o dito não lutava Judô, ou melhor, só Judô. Ao ver as seguintes cenas do "YouTube": e em outros vídeos do mesmo personagem, dá pra ver que se trata de um artista marcial completo, que domina não somente as formas de judô, com suas projeções, posturas, defesas, etc, mas também outras formas e posturas de outras artes marcias japonesas, com socos, chutes e o uso de instrumentos de fortuna como arma. Já na vida real, o Judô foi a arte marcial japonesa que primeiro se difundiu na Amérca Latina; li uma vez que foi em 1908. No Brasil, o ano foi 1940. Também é a arte marcial japonesa mais praticada no mundo, sendo um esporte olímpico que trouxe várias medalhas para o nosso país, inclusive de ouro.
Tudo isto para falar que o Cesinha agora é faixa CINZA (7º Kiu) de Judô - é a segunda faixa, depois da branca... Na idade dele, mais que (somente) um esporte, é uma atividade lúdica com aplicações pedagógicas. E ele ainda não é nenhum Sam Kurenai... Parece-se mais com os caolhos derrotados pelo herói do desenho animado. Chegou a tentar me dissuadir, explicando que o objetivo da luta era algo mais ou menos assim: ele tentaria derrubar o advesário, que se desvenciliaria, o atacaria e ele, o Cesinha, cairia. Sim, ele cair (e, consequentemente perder) é o grande objetivo na luta de judô. Risos.
Eu, aliás, já lutei formalmente. Não foi Judô, foram outros esportes, fazia o gênero "macho alpha", marreeeeeentooooo (nem te conto)... Achei engraçado o comentário do Cesinha e percebi que, pra ele, o legal é vestir o kimono, se jogar no tatame, brincar, digo, lutar (randori, na linguagem ténica do Judô) com os coleguinhas e nem aí pra faixa, pra cor de faixa, graduação, essas coisas. Achou mais legal ganhar um kimono novo do avô do que colocar a faxa colorida na cintura. Aliás, achou que a novidade era o kimono e não a faixa. Tive que explicar. Esse Cesinha...
Aqui segue o vídeo do Cesinha lutando (tremei, Flávio Canto):
E aqui, após um close do meu bumbum (ridículo, tsc, tsc, tsc...), a troca da faixa e a exposição do diploma do Cesinha:
Beijos corujas,
Alf.
Vocês conhecem o Sam Kurenai? Não???? Vocês não tiveram infância??? Ele, o Sam Kurenai, era o personagem principal de um seriado de animação. Enquanto que no restante da América Latina (AL) o nome do seriado era "Sam, el rey del judo", por aqui era chamado de "O Judoca" e conhecido em vários países como "Judo Boy". Na língua original, "Kurenai Sanchiro", algo como Sanchiro Escarlate ou Sanchiro Avermelhado. Porém o Kurenai, além de significar em português algo como rubro (ou avermelhado, ou escarlate - e por aí vai...), na séria animada é o nome da escola em que ele se formou em artes marciais: "Escola Kurenai de Jiu-Jitsu".
Só que o dito não lutava Judô, ou melhor, só Judô. Ao ver as seguintes cenas do "YouTube": e em outros vídeos do mesmo personagem, dá pra ver que se trata de um artista marcial completo, que domina não somente as formas de judô, com suas projeções, posturas, defesas, etc, mas também outras formas e posturas de outras artes marcias japonesas, com socos, chutes e o uso de instrumentos de fortuna como arma. Já na vida real, o Judô foi a arte marcial japonesa que primeiro se difundiu na Amérca Latina; li uma vez que foi em 1908. No Brasil, o ano foi 1940. Também é a arte marcial japonesa mais praticada no mundo, sendo um esporte olímpico que trouxe várias medalhas para o nosso país, inclusive de ouro.
Tudo isto para falar que o Cesinha agora é faixa CINZA (7º Kiu) de Judô - é a segunda faixa, depois da branca... Na idade dele, mais que (somente) um esporte, é uma atividade lúdica com aplicações pedagógicas. E ele ainda não é nenhum Sam Kurenai... Parece-se mais com os caolhos derrotados pelo herói do desenho animado. Chegou a tentar me dissuadir, explicando que o objetivo da luta era algo mais ou menos assim: ele tentaria derrubar o advesário, que se desvenciliaria, o atacaria e ele, o Cesinha, cairia. Sim, ele cair (e, consequentemente perder) é o grande objetivo na luta de judô. Risos.
Eu, aliás, já lutei formalmente. Não foi Judô, foram outros esportes, fazia o gênero "macho alpha", marreeeeeentooooo (nem te conto)... Achei engraçado o comentário do Cesinha e percebi que, pra ele, o legal é vestir o kimono, se jogar no tatame, brincar, digo, lutar (randori, na linguagem ténica do Judô) com os coleguinhas e nem aí pra faixa, pra cor de faixa, graduação, essas coisas. Achou mais legal ganhar um kimono novo do avô do que colocar a faxa colorida na cintura. Aliás, achou que a novidade era o kimono e não a faixa. Tive que explicar. Esse Cesinha...
Aqui segue o vídeo do Cesinha lutando (tremei, Flávio Canto):
E aqui, após um close do meu bumbum (ridículo, tsc, tsc, tsc...), a troca da faixa e a exposição do diploma do Cesinha:
Beijos corujas,
Alf.
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