quarta-feira, 31 de março de 2010

Voltei!!!

Oi.
Aqueles que acompanham o meu Blog devem estar se perguntando: "Será que finalmente ficamos livres do humor ácido e nocivo do Alfonso?". Não, ainda não foi desta vez. É claro que, para não se perder o hábito, o carro quebrou na volta, em Conselheiro Lafayete (MG). Meu carro é a gasolina, mas o mecânico que eu arranjei, domingão, na hora do almoço, estava completamente movido a álcool. Talagada de café (bem) forte e um banho gelado depois, o homem me disse que precisaria passar a noite, pois sem uma nova peça ele não poderia me ajudar. Consegui finalmente sair de C. F. pouco depois do meio-dia da segunda e cheguei onze e pouquinho da noite do mesmo dia em BSB.
Ufa! Acabou, né? Nada. Após me apresentar em Brasília, houve um contratempo, digamos, administrativo. Acabei por não chegar para o expediente de segunda-feira, me atrasando em minha apresentação pronto para o serviço. Recapitulando: depois da revisão, ainda em BSB, da quebradeira na estrada envolvendo Paraopebas, Curvelo e Sete Lagoas, do acidente em Volta Redonda, das internações, das dores, das "dores de cabeça", da encheção dos pacová indo atrás de peças e mecânicas especializadas, do acidente em Conselheiro Lafayete e de sair destas férias mais exausto do que refeito, ainda terei que responder administrativamente por ter passado um mês me dando mal. Contudo, nada poderá tirar-me a longanimidade - uma virtude cristã em que o bom ânimo do cidadão não acaba nunca (lembra-se da frase do Cristo? "Tendes bom ânimo, Eu venci o mundo...". Poderia ter sido escrita: "Sêdes longânimos, eu venci o mundo...", sem qualquer alteração no entendimento do texto e sem qualquer heresia). E, ademais, fui envolvido pelos problemas que me acometeram, uma vítima da situação. Responderei o que me for proposto, cônscio de que minhas questões administrativas já estão plenamente justificadas mesmo antes de escritas.
Mas não falemos mais do passado, nem de coisas tristes (parece até frase de ex-namorado quando quer voltar); falemos da beleza do céu de Brasília, da alegria que senti quando recomecei a trabalhar. Sim, gosto de trabalhar. Sou o "TI Guy" - o cara do TI - onde trabalho e como todo cara do TI sou mal visto. Mas amo o que faço. E faço bem feito. Fico rindo por dentro das soluções que dou, pois sei que muitos colegas menos experientes mandariam suas máquinas para firmas terceirizadas e coisas do tipo. Nenhum problema em fazer isto, tal procedimento dá solução aos problemas corporativos e é isto que somos, "solutions providers", provedores de soluções. Só que eu não preciso fazer isto na maioria dos casos; eu mesmo resolvo. Poderia fazer mais propaganda do que faço, mas isto não sei fazer. Mas trabalho com afinco, fico depois da hora, de madrugada, me envolvo mesmo. Espero que fazer o certo seja meu grande mural publicitário, mesmo que ninguém perceba o quanto me esforço, principalmente quem deveria, mas isto é assunto para outro post. Por hora, só estou falando deste meu lado "work-a-holic" - viciado em trabalho.
Gosto do meu ambiente de trabalho. É um povo animado aquele...
Gosto da minha casa. É tão bom entrar no seu quarto, fechar a sua porta, ficar peladão deitado na cama sem NINGUÉM para encher a sua paciência. E gosto do meu micro. Acreditam que quando cheguei ele não estava funcionando? Achei que fosse por saudade... Dei-lhe um trato de ontem para hoje e o bichinho está tinindo!
Bem, é isto. Estou de volta. Se não acontecer outra viagem desastrosa (cruz credo diz com juro) que me afaste do meu ambiente virtual onde publico meus posts, eles continuarão a ser diários. Peço desculpas por domingo, segunda e terça. Eu, segundo descrito acima, tive uns pobleminhas...
Beijos e abraços,
Alf.

sábado, 27 de março de 2010

Preparando a viagem.

Oi.
Meu carro ficou pronto hoje à tarde. Viajo para BSB (Brasília) amanhã às 05:00h! Orem por mim.
Bjs e abraços,
Alf.

sexta-feira, 26 de março de 2010

O valor de 1,99

Oi.
Experência é tudo. Quando bati, os mec(h)ânicos me disseram que em 10 dias o carro estaria pronto. Liguei para o serviço pedindo então dez dias de dispensa para desconto em férias. Meu chefe concordou; porém, ao informar o Comandante que me concederia dez dias, o Comandante discordou; disse que seria ingenuidade da nossa parte acreditar que o carro ficaria pronto em dez dias e que a melhor solução para o caso seria me propor a entrada em férias, o que me daria trinta dias, para arrumar o carro ou o que fosse. Topei na hora, pois imaginei que em dez dias eu teria o carro de volta e poderia passear com o Cesinha por Itatiaia, Penedo, Maringá, Maromba... Vinte e nove dias depois do acidente meu carro ainda não está totalmente pronto. O mais longe que fui, foi até Agulhas Negras. Não, não falo do ponto culminante de Resende ou mesmo da Academia Militar. Falo da Alfaiataria Agulhas Negras, aqui, na rua principal do bairro... Quando alguém ameaçar falar mal do Comandante na minha frente eu o impedirei peremptoriamente e direi: "não diga isto, ele é um homem muito experiente"...
Virtudes de meu Comandante à parte e viagens frustradas também à parte, sobrou o Alfonso no meio, angustiado, longe da vida que está acostumado (não imaginam a sensação de vazio que causa num homem ficar sem gritar "tá entrando um macho no recinto" - meu grito de guerra), procurando ansiosamente por um ganho, qualquer que fosse, nesta experiência estranha. Não encontrei, por hora, um ganho aparente. Mas posso agradecer a Deus porém, por não existir também perda aparente. Escrevo aqui, de perda significativa, um ente querido, um membro do corpo, essas coisas. Acredito que tudo isto ocorreu para evitar um mal maior, que Graças a Deus, jamais saberemos o que era. Ao final de tudo, estamos todos bem, afinal. Só não me peça dinheiro emprestado até maio... Melhor, junho... Hum... Que tal julho? Pelo menos tem o décimo-terceiro...
Hoje porém, uma das dores que eu sentia foi aplacada... Após um mês de dias menos um dia, sentei-me novamente no 1,99. Você não sabe o que é 1,99? É que o meu carro é de 1999 e como é uma porcariazinha como as merrecas que a gente compra numa loja de 1,99 ele recebeu o carinhoso apelido. O engraçado é que ele é chamado de 1,99 só quando se precisa dele: "O 1,99 taí? Tenho que buscar o carro no mec(h)ânico", "Dá pra me dar carona no 1,99?", "Pode me levar não sei onde? Isto é, se o 1,99 chegar lá", "Ih, Alf, tá chovendo... No 1,99 não chove dentro não, chove?" e por aí vai...
Dei a partida. O valoroso 1,99 funcionou... E bem! Foi dirigido hoje pelas ruas (esburacadas e tortas) de Volta Redonda. Deixei-o no vidraceiro, trocando o vidro. Ainda faltam a cambagem e a parte elétrica. Deus queira que eu consiga resolver a cambagem (alinhamento e balanceamento) em duas horas e que no restante da manhã eu resolva a parte elétrica. Continuo dependendo da oração de todos. Domingo, 06:30h (aham) estarei indo para Brasília. Se Deus quiser...
Você que acompanha meu Blog deve estar se perguntando: "Ué... O Alf reclamou o mês inteiro que gastou dinheiro como água... Como é que sobrou algum dindin para a viagem de volta?" Você nem imagina? Os parentes, dominados pelo mais puro amor (traduzindo: não me aguentando mais por perto), se cotizaram (a famosa vaquinha... Coitado de quem teve que dar o rabo... Ou o chifre, vai saber...) e me ajudaram a custear a viagem de volta ("ainda bem que nos livramos desta mala" devem estar pensando...).
Beleza, ano que vem eu volto ;-) .
Eu não sei se amanhã escreverei. Não sei se me dará uma louca e eu irei para a estrada amanhã mesmo. Torça por mim. Eu continuo torcendo por você.
Bjs (e porque não dizer, abraços),
Alf.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mentiram para mim... E para você também...

Oi.
Eu tenho que te contar uma notícia que deverá parecer triste para você. Pois para mim, foi horrível... Não tenho palavras para descrever o quanto estou sofrendo com isto. Minha alma está dilacerada pela dor e pela frustração própria que nos acomete quando as sombras de nossas expectativas ilusórias são dissipadas pela luz da verdade (sem contar que você já deve estar tiririca da silva por eu estar enrolando tanto nesta introdução ao invés de passar logo ao assunto...)
Sempre me falaram que sou gordo (não, não é esta a mentira; sou gordo). Mesmo quando era um atlético lutador de Tae Kwon-do sempre tinha um desabençoado para me chamar de gordo. Ou, como dizem os mineiros, forte. Estava em MG outro dia e ouvi uma popular comentando com a outra: "Fulana é forte...". Olhei para trás e ao invés da musculosa praticante de fisioculturismo que esparava ver, aparece uma rechonchuda praticante de alterocopismo (pelo jeito, nas modalidades "etílico" e "não etílico") e arremesso de (muita) comida com o garfo. Logo, poderia me iludir de outra forma e me achar "forte". Não, não dá; não com o espelho que citei no post intitulado "Homem gordo passa; mulher gorda não passa.", neste Blog. Aliás, não dá com nenhum espelho (e meu leitor está pensando: "...ainda bem que este Blog não é impresso, porque do jeito que o Alf tá enrolando para falar a tal mentira, eu já teria rasgado o papel há muito tempo...")...
Mas eu nunca entendi bem este lance de "engordamento". Uns dizem que é o sedentarismo; outro que é a alimentação inadequada, gordurosa, frita, os fast foods em geral... E as massas... Hum, as massas... O meu grande amigo Elaor, o popular "Gaúcho", montou uma pizzaria, chama-se "A Melhor Pizza". E é gostosa mesmo a danada... Ouso dizer que, para meu paladar, é a melhor do SMU e adjacências... Claro que tudo isto que citei acima tem que, por obrigatoriedade, ser acompanhado de refrigerante... Muito refrigerante...
Em Volta Redonda, quem faz a minha comida é a vó Maria. Ela é muito zelosa com a comida (do neto). Toda refeição tem que ter os trem que dá sustança, arroz, feijão, angu ou farofa; a carne, normalmente cosidinha e os vegetais de praxe, cenoura, abóbora, couve alface... E nada das coisas gordurosas e industrializadas de Brasília. Chegou a ralhar com tia Selma no dia em que ela me trouxe uma pizza e deixou dois míseros refris para acompanhar a redonda... "Petit Gateau" que eu adoro? Nem em sonho... Nem sorvete de casquinha do trailer... Nada... Ah, não falei, aqui é morro para todo o lado e até ir à padaria da esquina é uma caminhada forçada e tanto... E eu passei o mês no "SPA" da vó Maria, só com comidinha caseira, sem guloseimas e com ela falando para todo mundo que parecia que eu ia sumir, porque não comia quase nada; e andando todo dia atrás de peça de carro, indo ao mecânico, me alongando, me exercitando... Vó Maria me disse ontem que, parando de comer as bobagens que eu comia e lidando (correndo atrás das coisas) como eu estava fazendo, eu deveria ter perdido uns cinco quilos.
Hoje fui à farmácia. Consertaram, finalmente, a balança. Fui, alegre, me pesar. Subi à balança. Não acreditei no que vi. Desci, pedi para que o Cesinha subisse, vi que o peso dele estava o mesmo de Brasília e subi novamente, agora cônscio de que a balança estava funcionando corretamente. E, assim como ocorreu com o Cesinha, meu peso também ERA EXATAMENTE O MESMO PESO QUE EU TINHA QUANDO SAÍ DE BRASÍLIA!
Devo chegar em Brasília domingo. Quem quiser falar comigo que ligue, melhor, vá para a pizzaria do Elaor. Estarei lá, comprovando que tudo que nos falaram sobre o que engorda e emagrece são mentiras... Tô te esperando...
Beijos gordurosos,
Alf.

terça-feira, 23 de março de 2010

Simplesmente fé...

Oi.
Diz a Bíblia que certa feita estava Paulo (isto mesmo, Saulo de Tarso, ou São Paulo, ou Apóstolo Especial aos Gentios - chame-o como quiser) pregando num lugar chamado aerópago (um local aberto, próprio para pregações) e anunciava a "deuses estranhos". Paulo começa a defesa de sua fé dizendo: "Varões atenienses, em tudo vos vejo acentuadamente religiosos..." Era um elogio; lá pelas tantas diz que o Deus que anuncia, já existia em seu Panteão: "Agnosthos Theos", ou Deus Desconhecido. E anunciou a Jesus e a ressurreição, mas aí aquele negócio de nascer de novo foi demais para um dia só e os ouvintes pediram para ouvir sobre isto outro dia...
A história acima está no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 17. Mas vou abordar uma idéia periférica do texto, não a central: o povo acentuadamente religioso. E, assim como no texto, com sentido de elogio.
É assim, um povo religioso, o modo como vejo o povo de Volta Redonda, cidade onde estou passando um mês de "férias". Mais do que isto, vejo este povo como um povo de fé.
As minhas primeiras experiências místicas (contato com o sobrenatural) foram em Volta Redonda e adjacências. Não pense o leitor amigo que era um homem incauto a procura do desconhecido. Já era um profissional, tanto secular, como militar, com dois cursos técnicos e a esta altura da minha vida já havia sido aprovado em vestibulares como UFF e UNESP. "Como pode um homem culto cair nessa de espiritualidade?", podem perguntar alguns, até mais cultos do que eu...
É simples; fé. Fé não se explica, se sente. Não depende de intelectualidade ou de estudo, mas de credulidade, de crença. Mais que isto, fé se vivencia. E o chamado "primeiro amor" eu vivi em Volta Redonda. Sempre vi na televisão os shows que os ministérios eletrônicos propagavam em nome de sua fé e olhava com olhos de desconfiança. Mas em Volta Redonda era diferente. Sem muita propaganda, entrava-se na casa de uma irmã, às vezes bastante modesta (ou melhor, chamar de casa é eufemismo da minha parte), havia um povo fazendo suas preces e de repente, repito, sem alarde, o cara que entrou de muletas saía andando. O outro, que passou o domingo chorando porque descobrira um câncer incurável no seu cérebro, sentiu um arrepio quando um irmão passou por ele; o irmão também sentira o arrepio. Na segunda, ao fazer os exames complementares, reboliço no hospital: não poderia ser o mesmo paciente do exame anterior, pois não havia sequer sinal do tal tumor. E isto não era com gente que veio de lá não sei onde; era com seu vizinho, seu conhecido, seu parente. Eu pessoalmente fui testemunha das duas histórias citadas...
Eu saí de Volta Redonda e fui viver a vida. A minha fé mudou, já não me sentia mais crédulo como antes. Achava que fosse amadurecimento, que com o passar dos anos o nosso coração se endurecesse com a ausência de novidade na vida. Lêdo engano meu. Aquelas manifestações de fé e, consequentemente, do poder de Deus, continuam a se manifestar nesta cidade e neste contexto, digo que a fé do voltarredondense é contagiante. Ao longo da vida ouvi homens questionando porque Deus não opera hoje como operava no tempo dos profetas ou dos apóstolos. Eu me questionava porque Deus não opera hoje como operava em minha mocidade. Fiquei feliz, pois reencontrei as manifestações do Seu poder na fé simples desta gente, em cada oração, em cada prece, em cada reza. Deus é o mesmo, a gente é que muda... Quem sabe, eu também não volte a ser "acentuadamente religioso", no bom sentido?
Ah, eu não sei qual é o seu problema, nem sua religião, mas creia, simplesmente creia; Deus está contigo.
Beijos e abraços,
Alf.

Pai e filho, uma relação delicada.

Oi.
Existe no ORKUT uma comunidade chamada "Meu Pai É Muito Chato". Sou o moderador da comunidade. Não à toa. As histórias mais estapafúrdias da comunidade são do Caninho - meu pai. Longe de mim reescrevê-las aqui. Quer lê-las? Visite a nossa comunidade no ORKUT e leia os tópicos do Caninho. São muito engraçados realmente e, o que eu acho mais chato, verídicos.
Hoje, porém, fui visitá-lo. Estou aqui em Volta Redonda desde o acidente de carro, há mais de vinte dias, mas na cabeça de meu pai, eu é que tenho que ir visitá-lo e aos meus parentes, não o inverso. O traumatismo torácico e o craniano, para meu pai, só são desculpas (esfarrapadas, diga-se de passagem), para eu me acomodar. Ele é que não poderia sair de sua casa, no centro da cidade e vir até a mim. Afinal, ele é um velhinho de 80 anos... Velhinho?? Qual velhinho? Aquele que trabalha, namora (numa ocasião, depois de "velhinho", teve três namoradas ao mesmo tempo) e viaja direto e reto pro RJ e SP? Velhinho, sei... Mas me visitar, não pode. Ele é que tem que ser visitado.
Ele não pode também informar meus parentes que eu me acidentei. Minha sobrinha preferida deve ter deixado de sê-la, pois, espantada, me escreveu outro dia querendo saber porque eu não dei as caras, se estou em Volta Redonda; aliás, esta criatura bondosa que é o meu pai me ligou outro dia, para saber porque eu não havia ligado para os meus tios... Repetindo, o acidentado, sou eu; as pessoas é que, ao serem avisadas por quem sabe do acidente, se mobilizam e entram em contato - se quiserem, ninguém é obrigado. Mas meu pai não avisou a ninguém que me acidentei. Deve ter vergonha de ter um filho barbeiro... Melhor, deve ter vergonha de mim, como filho...
Mas não tenho vergonha dele como pai. Certas coisas eu acho que faria exatamente como ele, se não parasse para pensar antes de fazer. Não faço, mas tenho o instinto de fazer. Logo, é da nossa natureza (minha e dele) agir de determinada forma em determinadas situações. Mas me considero um homem maduro o suficiente para não repetir os mesmos erros do meu pai. O que significa que estou pronto para cometer meus próprios novos erros... E errar, como só é permitido aos pais fazerem com seus filhos. Espero que tanto quantitativamente como qualitativamente, eu erre pouco com meu filho. Mas acho que ele, quando chegar à minha idade, talvez pense que não, talvez ele pense que eu errei muito com ele, mais do que qualquer pai na face da terra erraria com seu filho. Coisa de filho e pai...
Sempre admirei meu pai. Acho que é porque não o conhecia direito. Fico porém pensando o quanto somos parecidos e o quanto eu posso vir a fazer o César (meu filho) sofrer.
Amo meu pai e amor é bem isto mesmo, aceitar o outro como ele é. Por pior que seja (tá, esta última foi piadinha - o cara é mala mas não é má pessoa; tem o jeito dele de gostar, só isto).
Beijos e abraços; peço desculpas por não estar muito engraçado hoje. Talvez ver meu pai me faça sentir saudades de minha mãe, já falecida... Ela era o contrapeso na balança do casal. E sem ela, o peso do meu pai talvez se torne muito nítido. Espero que a atual namorada dele também lhe sirva de contrapeso e que ambos possam se ajudar na busca da felicidade.
Busca da felicidade? Ah, sim, por falar nisto, SEJA FELIZ!
+ Beijos e abraços,
Alf.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Homem gordo passa; mulher gorda não passa. Será? Acho que não...

OI!
A frase acima me era dita por uma amiga, sempre que eu vestia uma camisa que ficava (+) apertada, ou quando eu me abaixava para pegar alguma coisa e o botão da barriga explodia para fora da camisa; ou ainda, quando a calça ficava caindo (no meu caso, isto ocorria porque a barriga, de tão grande, empurrava a calça para baixo... É o popular "a barriga está saindo... Por cima do cinto").
E eu sempre acreditei. A minha amiga era vaidosa e falsa magra. Porque eu não deveria acreditar? Ela não tinha porque mentir, pensava eu...
Contudo, aqui em Volta Redonda, o espelho do banheiro tinha que estar no enredo de filme de terror. Ele mostra tudo. Não sei se por causa da iluminação que entra pela janela do banheiro, se pela altura que ele foi colocado (dá para ver de um pouco acima do joelho até a cabeça)... Enfim, a coisa é terrível. Pior do que aqueles espelhos de provador de loja. Ou talvez porque o tempo de exposição seja maior. No provador de shopping você troca de roupa rapidinho para não ter que ficar vendo os defeitos do próprio corpo por muito tempo, risos.
A minha barriga parece-me tão grande neste espelho que estou pensando que é uma entidade externa ao meu corpo. É um ser vivo que simbioticamente está aderido a mim. "Walquíria", eu pensei. Parece-me um nome adequado para a minha barriga - se está tão presa a mim, tem que ser feminina. As Walquírias, também nome de uma das músicas mais famosas de Wagner, são seres mitológicos, do panteão nórdico; quando um guerreiro morria, as Walquírias desciam à terra e o buscavam para levá-lo a Walhalla, uma espécie de céu dos nórdicos.
Antes que a minha "Walquíria" me leve para o céu - todos sabemos o quanto uma barriga é nociva à saúde e o quanto ela antecipa a morte do cidadão - eu quero me livrar dela. O chato é que quem me conhece sabe que eu não como quase nada (nem ninguém - que horror, que maldade...). Sou sedentário, trabalho muito tempo sentado, mas mesmo assim, parece não haver justificativa para um adendo tão grande ao meu corpo.
Assim sendo, hoje, discordo da frase da minha amiga. Mulher gorda, assim como homem gordo, podem até passar no ponto de vista estético, como companhia, etc... Sem contar que todo gordinho que eu conheço é feliz... Contudo, existe a questão da saúde. E neste aspecto, o da obesidade como doença, o excesso de gordura deve ser retirado de nossos corpos. Gordura, saia deste corpo que não te pertence!
Beijos e abraços,
Alf.