Oi.
A gente sabe, todo mundo sabe, que deve se amar.
Outro dia escrevi que o próprio Cristo disse que só pode amar ao próximo quem ama a si mesmo.
Amar-se a si mesmo é cuidar-se, é zelar pelo cumprimento das decisões tomadas, é pensar muito antes de tomar decisões, é lutar por ser feliz...
Claro, quero ser feliz, assim como você ou qualquer outra pessoa. Sempre associei a minha felicidade à conquista de coisas grandiosas. Mas acho que não sou só eu, todo mundo é assim. E todos sonhamos com essas coisas grandiosas, tipo: ganhar na loteria, comprar um carrão, fazer a viagem dos sonhos, enterrar a sogra (?!?!?!??!?!?!?!?!?!), essas coisas que são associadas ao inconsciente coletivo quando se pensa em felicidade terrena (não, mulheres, não estou falando sobre namorar o Alfonso, a verdadeira felicidade terrena feminina - isto está fora do contexto, hehehehehe).
Hoje fui à Faculdade Dulcina de Artes Cênicas. Nem sabia que existia. Fica contígua à sala de teatro do CONIC (acreditam que fui ao CONIC e continuo sem comer ninguém? Vou acabar entrando para o Guiness...). Resolvido o que eu fui lá resolver, deu-me sede. Lembrei-me de uma cafeteria, no mesmo piso, quase defronte ao teatro. Ao entrar na cafeteria porém, lembrei-me da última vez em que estive ali, com meu pai. Saudades... Ao sentar-me, além da água, perguntei se eles serviam "mochaccino" - "capuccino" com mais chocolate. A atendente me disse que não e passou-me o cardápio. Tinha uma opção bem parecida em paladar com o que eu estava procurando, com café, leite e chocolate em calda, chamava-se "mocha" e pedi, solicitando ainda que se acrescentasse chantilly à iguaria.
Ah, sim, a água era gasosa. Esqueci-me por um momento das dicas de alimentação de minhas amigas: chocolate engorda; café excita e faz mal para o estômago; água gasosa fal mal para o estômago e causa mau hálito (?!?!?!?!?!?!?!?!?!), etc... Sei que devemos nos cuidar, mas devemos também ter o cuidado de fazer aquilo que gostamos, senão a vida acaba perdendo a graça. Comecei com a água, para limpar as papilas gustativas; depois, misturei a calda de chocolate com o restante da bebida, com o cuidado de movimentar o chantilly o mínimo possível. Sorvi a mistura em pequenos goles, permitindo a entrada do chatilly em pequenas porções, a cada sorvida, realçando os sabores da bebida. Intercalava goles do "mocha" com goles de água gasosa.
Foram momentos de um pequeniníssimo prazer, mas que eu me dei o direito de viver. Gostar-se de si mesmo, não é só viver uma vida de disciplina espartana em nome da boa saúde; é também ter a oportunidade de encontrar prazer nas pequenas coisas, ainda que se transgrida, vez por outra, a disciplina.
Goste-se de si mesmo; corra, nade, pratique exercícios, enfim. Manere a alimentação. Preocupe-se com o binômio idade/peso. Mas não seja xiita. Dê-se o direito de ter algum pequeno prazer, seja gastronômico ou o que for. Porque, preservar este direito, com prazer, também é gostar-se de si mesmo.
SEJAM TODOS FELIZES!
Beijos, para mim mesmo, pois eu me amo; bjos também a todos que me lêem,
Alf.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
O Boêmio
Oi.
Lembro-me de, ainda criança, escutar os discos de meus pais. E eles influenciaram em muito, meu gosto musical. Gostava de ouvir, por exemplo, Nelson Gonçalves. Cantava as letras de cor, de tanto que as ouvia. Eram pérolas de criatividade e transmitiam aos meus ouvidos uma vida que eu não conhecia. Gostava de "Normalista", "Mariposa", "Escultura", "Negue"... E tantos outros sucessos, uns tantos regravados por intérpretes mais jovens. Mas uma, era espetacular:
"A Volta do Boêmio". A letra era soberba, mas não era só isto; "Escultura" possuía uma letra muito mais bonita e demandava uma certa evolução cultural de quem ouvia, mas não superava de jeito nenhum o encantamento que "A Volta do Boêmio" exercia em mim e em tantos outros admiradores.
Pois bem, a música falava sobre alguém que desistiu de uma vida de esbórnia, por outra, ao lado da pessoa amada. Lá pelas tantas, a mulher pede que ele volte à vida de boemia, pois ele mais ama a boemia do que a vida ao lado dela.
Claro, poesia é o que não falta ao compositor desta música, que consegue transformar uma situação trágica, a separação, numa canção de despedida em que a mulher entende o outro.
Lêdo engano dos que vêem a coisa desta forma. Muito provavelmente o senhor boêmio não era dado ao trabalho. As lides do lar não o apeteciam. Sua mulher deve ter se cansado de ser o macho da casa, constatou que seu homem não servia para marido e o jogou na rua, antes que a levasse para o buraco junto com ele.
Eu sei, novamente eu lanço um olhar duro sobre a vida. A boca fala daquilo que o coração está cheio, diz o provérbio; eu o parafraseio aqui, dizendo que a escrita transcreve daquilo que a mente está cheia. Venho de um mês duro. Talvez haja ainda muita dureza para se ver nesta vida. Mas escolhi falar sobre o boêmio porque percebi que posso estar sendo como ele.
Em Volta Redonda me espiritualizei. Me voltei para as coisas do Espírito. Mas assim como o boêmio voltou para a boemia, também eu, ao voltar para Brasília, me carnalizei. Certo, entendo seu espanto e já vou adiantando que continuo sem comer ninguém - isto é um axioma e axiomas não se discutem. Mas estou maledicente, "um homem impuro que habita no meio de um povo de impuros lábios". Estou impaciente. Angustiado. Quase triste (não me deixo ficar triste...)...
Talvez o boêmio da canção não tivesse outra alternativa, senão voltar para a boemia. Quanto a mim, no intuito de me sentir bem comigo mesmo, espero que eu consiga me voltar novamente para a espiritualidade, melhor, que eu consiga valorizar a minha espiritualidade, mesmo em meio aos problemas e desafios do quotidiano...
Ei, você! Você mesmo que está me lendo agora. Não adianta dar um ctrl+tab e ir para a outra guia do seu navegador de Internet. A pergunta é simples e a resposta que você dará, para si mesmo, é mais simples ainda: você tem se sentido bem consigo mesmo ou sua vida resume-se em voltar para "a boemia", para o lugar de onde você saiu para vencer mas, por não vencer, teve que voltar? Eu posso até momentaneamente ter voltado para a minha "boemia", mas não perdi as minhas esperanças de vitoria e tenho certeza que em breve serei novamente levado para um lugar ou situação em que eu me sinta bem comigo mesmo. Eu acredito também que o mesmo possa acontecer com você. Eu espero a sua saída da "boemia", para um lugar de vitória.
VENÇA!
Beijos vitoriosos,
Alf.
Lembro-me de, ainda criança, escutar os discos de meus pais. E eles influenciaram em muito, meu gosto musical. Gostava de ouvir, por exemplo, Nelson Gonçalves. Cantava as letras de cor, de tanto que as ouvia. Eram pérolas de criatividade e transmitiam aos meus ouvidos uma vida que eu não conhecia. Gostava de "Normalista", "Mariposa", "Escultura", "Negue"... E tantos outros sucessos, uns tantos regravados por intérpretes mais jovens. Mas uma, era espetacular:
"A Volta do Boêmio". A letra era soberba, mas não era só isto; "Escultura" possuía uma letra muito mais bonita e demandava uma certa evolução cultural de quem ouvia, mas não superava de jeito nenhum o encantamento que "A Volta do Boêmio" exercia em mim e em tantos outros admiradores.
Pois bem, a música falava sobre alguém que desistiu de uma vida de esbórnia, por outra, ao lado da pessoa amada. Lá pelas tantas, a mulher pede que ele volte à vida de boemia, pois ele mais ama a boemia do que a vida ao lado dela.
Claro, poesia é o que não falta ao compositor desta música, que consegue transformar uma situação trágica, a separação, numa canção de despedida em que a mulher entende o outro.
Lêdo engano dos que vêem a coisa desta forma. Muito provavelmente o senhor boêmio não era dado ao trabalho. As lides do lar não o apeteciam. Sua mulher deve ter se cansado de ser o macho da casa, constatou que seu homem não servia para marido e o jogou na rua, antes que a levasse para o buraco junto com ele.
Eu sei, novamente eu lanço um olhar duro sobre a vida. A boca fala daquilo que o coração está cheio, diz o provérbio; eu o parafraseio aqui, dizendo que a escrita transcreve daquilo que a mente está cheia. Venho de um mês duro. Talvez haja ainda muita dureza para se ver nesta vida. Mas escolhi falar sobre o boêmio porque percebi que posso estar sendo como ele.
Em Volta Redonda me espiritualizei. Me voltei para as coisas do Espírito. Mas assim como o boêmio voltou para a boemia, também eu, ao voltar para Brasília, me carnalizei. Certo, entendo seu espanto e já vou adiantando que continuo sem comer ninguém - isto é um axioma e axiomas não se discutem. Mas estou maledicente, "um homem impuro que habita no meio de um povo de impuros lábios". Estou impaciente. Angustiado. Quase triste (não me deixo ficar triste...)...
Talvez o boêmio da canção não tivesse outra alternativa, senão voltar para a boemia. Quanto a mim, no intuito de me sentir bem comigo mesmo, espero que eu consiga me voltar novamente para a espiritualidade, melhor, que eu consiga valorizar a minha espiritualidade, mesmo em meio aos problemas e desafios do quotidiano...
Ei, você! Você mesmo que está me lendo agora. Não adianta dar um ctrl+tab e ir para a outra guia do seu navegador de Internet. A pergunta é simples e a resposta que você dará, para si mesmo, é mais simples ainda: você tem se sentido bem consigo mesmo ou sua vida resume-se em voltar para "a boemia", para o lugar de onde você saiu para vencer mas, por não vencer, teve que voltar? Eu posso até momentaneamente ter voltado para a minha "boemia", mas não perdi as minhas esperanças de vitoria e tenho certeza que em breve serei novamente levado para um lugar ou situação em que eu me sinta bem comigo mesmo. Eu acredito também que o mesmo possa acontecer com você. Eu espero a sua saída da "boemia", para um lugar de vitória.
VENÇA!
Beijos vitoriosos,
Alf.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Profano, novamente.
Oi.
Profano, nem tanto. Mundano, diria eu. Volto a me preocupar com as coisas do mundo e nas coisas que no mundo há. Morreu recentemente a sogra da Kelly, uma colega de serviço; também o pai do Sant'Ana; o pai do Martins tem cinco meses, mas ele continua abalado; já o pai do Silva Neto, morreu ontem - todos também são colegas de serviço e, mais ainda, da mesma área técnica. Hoje, soube que a avó da Yanna - misto de chefe, amiga, ouvido companheiro, essas coisas - piorou seu estado de saúde e deu entrada na UTI. Está nas mãos de Deus...
Tanto a vida, como a morte são coisas comuns neste mundo. Semana passada nasceu o filho de outro amigo, o Johnie. Não há antagonismo nestes fatos, apenas são realidades da vida, melhor dizendo, da nossa vida neste mundo.
Não morri no acidente, ou nas quatro vezes em que meu carro enguiçou no último mês (enguiços que poderiam redundar em acidentes, talvez fatais). Não aconteceu. Porque não aconteceu? Porque Deus não permitiu. Olhar para o mundo e enxergá-lo com as dificuldades que existem, é enxergá-lo do jeito que ele é. Do jeito que Deus quer que seja. Sou de pouco brigar. As pessoas falam comigo e na medida do possível vou fazendo. Por que? Porque a vida é assim mesmo, se brigarmos com os outros arranjaremos inimigos e continuaremos a ter que fazer o que nos foi solicitado. Porque quando alguém vem falar com você, já em seu íntimo a decisão estava decidida. E esta decisão é taxativa como uma morte, não se tem como voltar atrás.
Assim sendo, não gosto de participar de reuniões que promovam a "melhoria" do que quer que seja. As decisões já foram tomadas muito antes de se marcar a data da reunião, é só teatro para iludir quem quiser ser iludido. E eu me dou o direito de não ser iludido.
Dando um exemplo: existe um recurso da administração que é o contraditório e a ampla defesa. Para mim, é também simples teatro. A decisão já foi tomada antes do envio da documentação, senão, nem haveria a necessidade da documentação. A questão considerar-se-ia resolvida e pronto. É um morto, pelo qual não se pode fazer mais nada, senão chorar.
Parece uma visão dura da realidade, não é? Deve ser mesmo. Mas pare para pensar; não é desta forma que as coisas são? Muito, mas muito raramente, após tomarmos todas as medidas que nos mandaram tomar, a decisão primária é modificada, pois modificá-la (a decisão), seria como se a autoridade se enganasse e como diz o ditado: "palavra de rei não volta atrás".
Citei os nomes dos parentes dos mortos e dos vivos, como que os homenageando e aos seus entes queridos. Vibremos (oremos, rezemos, meditemos, etc...) pela vó da Yanna e da Ylanna. Sabemos, que ao final, será como Deus quer que seja. Já está decidido, pela mais alta autoridade dos céus. O que tiver que ser, será. Mas, façamos aquilo que podemos fazer, orar. Talvez o nosso clamor encontre guarida no coração de Deus e Ele mude a sorte dela(s). Sabemos que muito raramente isto ocorre. Quem sabe esta não seja uma dessas vezes? Façamos a nossa parte.
Oremos também pelo filho do Johnie. Que ele tenha uma longuíssima e vitoriosa jornada pela frente.
Beijos fraternais,
Alf.
Profano, nem tanto. Mundano, diria eu. Volto a me preocupar com as coisas do mundo e nas coisas que no mundo há. Morreu recentemente a sogra da Kelly, uma colega de serviço; também o pai do Sant'Ana; o pai do Martins tem cinco meses, mas ele continua abalado; já o pai do Silva Neto, morreu ontem - todos também são colegas de serviço e, mais ainda, da mesma área técnica. Hoje, soube que a avó da Yanna - misto de chefe, amiga, ouvido companheiro, essas coisas - piorou seu estado de saúde e deu entrada na UTI. Está nas mãos de Deus...
Tanto a vida, como a morte são coisas comuns neste mundo. Semana passada nasceu o filho de outro amigo, o Johnie. Não há antagonismo nestes fatos, apenas são realidades da vida, melhor dizendo, da nossa vida neste mundo.
Não morri no acidente, ou nas quatro vezes em que meu carro enguiçou no último mês (enguiços que poderiam redundar em acidentes, talvez fatais). Não aconteceu. Porque não aconteceu? Porque Deus não permitiu. Olhar para o mundo e enxergá-lo com as dificuldades que existem, é enxergá-lo do jeito que ele é. Do jeito que Deus quer que seja. Sou de pouco brigar. As pessoas falam comigo e na medida do possível vou fazendo. Por que? Porque a vida é assim mesmo, se brigarmos com os outros arranjaremos inimigos e continuaremos a ter que fazer o que nos foi solicitado. Porque quando alguém vem falar com você, já em seu íntimo a decisão estava decidida. E esta decisão é taxativa como uma morte, não se tem como voltar atrás.
Assim sendo, não gosto de participar de reuniões que promovam a "melhoria" do que quer que seja. As decisões já foram tomadas muito antes de se marcar a data da reunião, é só teatro para iludir quem quiser ser iludido. E eu me dou o direito de não ser iludido.
Dando um exemplo: existe um recurso da administração que é o contraditório e a ampla defesa. Para mim, é também simples teatro. A decisão já foi tomada antes do envio da documentação, senão, nem haveria a necessidade da documentação. A questão considerar-se-ia resolvida e pronto. É um morto, pelo qual não se pode fazer mais nada, senão chorar.
Parece uma visão dura da realidade, não é? Deve ser mesmo. Mas pare para pensar; não é desta forma que as coisas são? Muito, mas muito raramente, após tomarmos todas as medidas que nos mandaram tomar, a decisão primária é modificada, pois modificá-la (a decisão), seria como se a autoridade se enganasse e como diz o ditado: "palavra de rei não volta atrás".
Citei os nomes dos parentes dos mortos e dos vivos, como que os homenageando e aos seus entes queridos. Vibremos (oremos, rezemos, meditemos, etc...) pela vó da Yanna e da Ylanna. Sabemos, que ao final, será como Deus quer que seja. Já está decidido, pela mais alta autoridade dos céus. O que tiver que ser, será. Mas, façamos aquilo que podemos fazer, orar. Talvez o nosso clamor encontre guarida no coração de Deus e Ele mude a sorte dela(s). Sabemos que muito raramente isto ocorre. Quem sabe esta não seja uma dessas vezes? Façamos a nossa parte.
Oremos também pelo filho do Johnie. Que ele tenha uma longuíssima e vitoriosa jornada pela frente.
Beijos fraternais,
Alf.
domingo, 4 de abril de 2010
A Páscoa do Senhor
Oi.
Páscoa vem do hebraico, "pessach" e significa passagem. Não, não me esqueci que hoje eu fiquei de explicar como o Cristo morreu, é que os assuntos são pertinentes entre si. Aliás, além de explicar como, explicarei também porque ele morreu. Audácia da minha parte? Talvez. Leia até o final e me retorne, se escrevi algo do que você discorda.
A morte do Cristo: vimos no último post que o pobre coitado que ia para a cruz, morria de asfixia. Primeiro ele bebia a mistura de vinho, mirra e fel (o que Cristo não quiz) que servia como anestésico e era até um ato de misericórdia, pois se procurava amenizar o sofrimento. Depois se pregava o cara na cruz de tal forma que ele não caísse para a frente ou se soltasse. Com o peso do corpo o animal (todo ser humano é animal, lembra?) parava de respirar e morria por asfixia; quando isto não acontecia, para não profanar o sábado, o camarada tinha as suas pernas quebradas por alavancas feitas com as lanças dos Soldados. Aí existe um lance interessante: existia uma profecia de Isaías que dizia que nenhum dos ossos do Messias poderia ser quebrado. E mais, todo animal que morresse com seu sangue dentro do corpo, seria considerado impuro. Hum... Você se lembra do São Longuinho? Ou São Salonguinho? Aquele dos três pulinhos... Pois é, esse santo é o cara que, ao invés de quebrar as pernas do Cristo, para que ele morresse por asfixia (e com o sangue dentro do corpo, o que tornaria o corpo de Cristo impuro), decidiu, crê-se que por influência divina, enfiar a lança ao lado do corpo do Cristo, como certificação do óbito, fazendo desta forma que não uma, mas duas profecias do Velho Testamento fossem cumpridas ao mesmo tempo.
Então, com o sangue que escorreu ao lado do corpo de Cristo, estava consumada a Paixão. O próprio Cristo disse: "Está consumado".
Porque Cristo morreu: porque com uma lança ao lado do corpo todomundo morre... Dããããããã. Claro que não. É preciso um pouco de esforço para entender as alegorias da páscoa. Ajudaria, se eu escrevesse melhor, mas vai do jeito que eu sei escrever mesmo. A páscoa, no passado, não tinha esses lances de coelhinho, ovinho, chocolate, etc... O que mandava o jogo era o cordeiro. Quando, na primeira das páscoas, cerca de mil e quinhentos anos antes da morte de Cristo, o Anjo Destruidor do Senhor passou no arraial dos egípcios, nas casas em que havia sangue de cordeiro espargido nos umbrais, ele não ousou tocar nos primogênitos. O cordeiro foi morto, para proteger uma nação. A alegoria do cordeiro está na Bíblia, em diversas passagens. Através da pele de um cordeiro Adão e Eva taparam a vergonha de sua nudez (o cordeiro salvou um casal), Deus providenciou um cordeiro para que Abraão não sacrificasse seu filho (o cordeiro salvou uma família). Agora vemos o Cristo, que como "ovelha muda foi levada ao matadouro". Sofrendo, chorando, apanhando... Porém, sem defeito, sem mácula, perfeito como os sacrifícios de cordeiro exigiam que fosse. O cordeiro passou a ser sacrificado por um motivo simples: os pecados dos homens (de qualquer tipo, desde o que você pensou aí, até o mais brando ou mais grave, tudo é pecado) precisavam ser pagos e o pagamento era o sangue. Mas Deus, num ato de amor muito grande pelos homens, redesenhou essa história e fez de seu próprio filho o cordeiro, que com seu sangue pagaria o preço do pecado dos homens em todas as eras (o cordeiro que tira o pecado do mundo). Cristo nos salva, não com seu belo exemplo (o exemplo é belo, realmente), mas pagando um preço de sangue (de dor e sofrimento) pelos nossos pecados. Então, Cristo morreu para isto, para pagar o preço do seu pecado (e do meu também) e livrar a sua alma da morte eterna. Por isto diz-se que Jesus morreu na cruz para nos salvar; salvar da morte eterna...
A Páscoa do Senhor: fico imaginando a cara da mulher que foi ao túmulo de Jesus e Ele não estava lá, tinha ressucitado. Esta é a páscoa do Senhor. Mostra o poder do sangue de Cristo. Existe o relato de que o sangue de Cristo caiu no ohos do São Longuinho e o curou de uma doença incurável nas vistas. Mas o poder do sangue é maior do que somente isto. Ora, pensemos juntos: se o Anjo Destruidor do Senhor, não usou tocar naqueles que tinham o sangue do cordeiro sobre seus ombros na primeira páscoa, quanto mais Satanás não ousará tocar naqueles que tem o sangue do cordeiro vivo, daquele que estava morto e reviveu, aspergido sobre suas vidas, através da aceitação do sacrifício vicário de Cristo pela salvação de suas almas.
Páscoa é isto: é renascimento. Comemora-se o renascimento do Cristo. Que Cristo então possa renascer, não somente no dia em que é comemorado o domingo de Páscoa, mas sim, em todos os dias da sua vida.
Feliz Páscoa,
Beijos e abraços,
Alf.
Páscoa vem do hebraico, "pessach" e significa passagem. Não, não me esqueci que hoje eu fiquei de explicar como o Cristo morreu, é que os assuntos são pertinentes entre si. Aliás, além de explicar como, explicarei também porque ele morreu. Audácia da minha parte? Talvez. Leia até o final e me retorne, se escrevi algo do que você discorda.
A morte do Cristo: vimos no último post que o pobre coitado que ia para a cruz, morria de asfixia. Primeiro ele bebia a mistura de vinho, mirra e fel (o que Cristo não quiz) que servia como anestésico e era até um ato de misericórdia, pois se procurava amenizar o sofrimento. Depois se pregava o cara na cruz de tal forma que ele não caísse para a frente ou se soltasse. Com o peso do corpo o animal (todo ser humano é animal, lembra?) parava de respirar e morria por asfixia; quando isto não acontecia, para não profanar o sábado, o camarada tinha as suas pernas quebradas por alavancas feitas com as lanças dos Soldados. Aí existe um lance interessante: existia uma profecia de Isaías que dizia que nenhum dos ossos do Messias poderia ser quebrado. E mais, todo animal que morresse com seu sangue dentro do corpo, seria considerado impuro. Hum... Você se lembra do São Longuinho? Ou São Salonguinho? Aquele dos três pulinhos... Pois é, esse santo é o cara que, ao invés de quebrar as pernas do Cristo, para que ele morresse por asfixia (e com o sangue dentro do corpo, o que tornaria o corpo de Cristo impuro), decidiu, crê-se que por influência divina, enfiar a lança ao lado do corpo do Cristo, como certificação do óbito, fazendo desta forma que não uma, mas duas profecias do Velho Testamento fossem cumpridas ao mesmo tempo.
Então, com o sangue que escorreu ao lado do corpo de Cristo, estava consumada a Paixão. O próprio Cristo disse: "Está consumado".
Porque Cristo morreu: porque com uma lança ao lado do corpo todomundo morre... Dããããããã. Claro que não. É preciso um pouco de esforço para entender as alegorias da páscoa. Ajudaria, se eu escrevesse melhor, mas vai do jeito que eu sei escrever mesmo. A páscoa, no passado, não tinha esses lances de coelhinho, ovinho, chocolate, etc... O que mandava o jogo era o cordeiro. Quando, na primeira das páscoas, cerca de mil e quinhentos anos antes da morte de Cristo, o Anjo Destruidor do Senhor passou no arraial dos egípcios, nas casas em que havia sangue de cordeiro espargido nos umbrais, ele não ousou tocar nos primogênitos. O cordeiro foi morto, para proteger uma nação. A alegoria do cordeiro está na Bíblia, em diversas passagens. Através da pele de um cordeiro Adão e Eva taparam a vergonha de sua nudez (o cordeiro salvou um casal), Deus providenciou um cordeiro para que Abraão não sacrificasse seu filho (o cordeiro salvou uma família). Agora vemos o Cristo, que como "ovelha muda foi levada ao matadouro". Sofrendo, chorando, apanhando... Porém, sem defeito, sem mácula, perfeito como os sacrifícios de cordeiro exigiam que fosse. O cordeiro passou a ser sacrificado por um motivo simples: os pecados dos homens (de qualquer tipo, desde o que você pensou aí, até o mais brando ou mais grave, tudo é pecado) precisavam ser pagos e o pagamento era o sangue. Mas Deus, num ato de amor muito grande pelos homens, redesenhou essa história e fez de seu próprio filho o cordeiro, que com seu sangue pagaria o preço do pecado dos homens em todas as eras (o cordeiro que tira o pecado do mundo). Cristo nos salva, não com seu belo exemplo (o exemplo é belo, realmente), mas pagando um preço de sangue (de dor e sofrimento) pelos nossos pecados. Então, Cristo morreu para isto, para pagar o preço do seu pecado (e do meu também) e livrar a sua alma da morte eterna. Por isto diz-se que Jesus morreu na cruz para nos salvar; salvar da morte eterna...
A Páscoa do Senhor: fico imaginando a cara da mulher que foi ao túmulo de Jesus e Ele não estava lá, tinha ressucitado. Esta é a páscoa do Senhor. Mostra o poder do sangue de Cristo. Existe o relato de que o sangue de Cristo caiu no ohos do São Longuinho e o curou de uma doença incurável nas vistas. Mas o poder do sangue é maior do que somente isto. Ora, pensemos juntos: se o Anjo Destruidor do Senhor, não usou tocar naqueles que tinham o sangue do cordeiro sobre seus ombros na primeira páscoa, quanto mais Satanás não ousará tocar naqueles que tem o sangue do cordeiro vivo, daquele que estava morto e reviveu, aspergido sobre suas vidas, através da aceitação do sacrifício vicário de Cristo pela salvação de suas almas.
Páscoa é isto: é renascimento. Comemora-se o renascimento do Cristo. Que Cristo então possa renascer, não somente no dia em que é comemorado o domingo de Páscoa, mas sim, em todos os dias da sua vida.
Feliz Páscoa,
Beijos e abraços,
Alf.
sábado, 3 de abril de 2010
A Paixão de Cristo II
Oi.
Eu estou continuando o post que comecei ontem, salientando os pontos que considero interessantes e subliminares n'A Paixão de Cristo. Se você não viu o de ontem, vá lá e dê uma espiadinha... Agora, que o BBB10 acabou, sua melhor opção de espiadinha passou a ser o post de ontem do Blog do Alf. É o fundo do poço...
6. O Gólgota ou Calvário: gólgota significa lugar do crânio, em referência às ossadas dos indigentes que não tinham família ou posses que lhe dessem um túmulo e que deveriam ficar por lá. Veja que no caso de Jesus, um senhor, José de Arimatéia, pede o corpo do Cristo para poder enterrá-lo em um túmulo. Calvário significa caveira, mas esta eu acho que você instintivamente já sabia; afinal, foneticamente "calvário" parece-se com caveira, pronunciado de forma errada.
7. Simão cireneu: a "pax romana" era um negócio legal - para os romanos. Eles dominavam e o resto do povo cumpria. A tal "pax" deve ser a precursora dos casamentos modernos: sempre tem alguém mandando e alguém, morrendo de raiva e a contragosto, fingindo às vezes que não, obedecendo. Pois bem, o lance do Simão cireneu foi esse; ele, por não ser romano, foi constrangido LEGALMENTE a levar a cruz. Tal ordem fazia parte do tratado de paz romano. O povo vencido tinha que cumprir obrigações, entre elas, a de carregar peso.
8. A crucificação: lembram-se do Dr Pierre Barbet (post do dia 02 abr 10)? Ele muito avançou no entendimento da crucificação de NSJC, mas foi rebatido por um colega, o médico forense, Doutor Frederick Zugibe. Como nenhum dos dois é Teólogo (nem eu, diga-se de passagem) tomarei a liberdade de juntar o que vejo de plausível em ambas as teorias, mais as minhas observações:
8.a. INRI significa IESUS NAZARENUS REX IUDAEORUM; Jesus Nazareno (referência à cidade de sua família, já que ele havia nascido em Belém, para que se cumprissem as escrituras) Rei dos Judeus. Uma referência ao crime cometido por Jesus, mais que uma titulação.
8.b. Os membros de Jesus, além de cravados (presos com cravos, espécie de pregão - prego grande), foram amarrados à cruz, pois se fosse de diferente forma, o crucificado teria suas mãos rasgadas a partir do punho, cairia da cruz em virtude do peso do corpo e não morreria.
8.c. Os crucificados eram embriagados, com uma mistura de vinho, mirra e mel. Jesus não quis. Ele precisava pagar um preço de dor pela sua alma.
8.d. Os Soldados deitaram sortes para saber quem ficava com a túnica: era comum na antiguidade as questões serem resolvidas na sorte: O sumo sacerdote judeu usava duas pedras, Urim e Tumim (Luzes e Perfeição), para deitar sortes sobre o destino do povo em questões nacionais de ordem político-religiosa. Os apóstolos deitaram sortes para escolher o substituto de Judas (o traidor, que se suicidara). Contudo, quando você escuta que jogar na loteria é pecado, o embasamento deste conceito está no fato do sorteio da capa (púrpura) do Cristo.
8.e. Ainda sobre vestuário: ora, se as vestes de Jesus foram repartidas e sua túnica sorteada, de onde vem o fraldão das imagens e esculturas que sempre vemos por aí? Da imaginação do artista. A cruz era vergonhosa porque expunha as vergonhas do cidadão. Sim, amados leitores. Difícil conceber, mas parece que é um fato. Jesus estava nu na Cruz, com suas vergonhas expostas.
8.f. Por último e não menos importante: como era a morte na cruz: Você já parou para pensar como alguém morre na cruz? Era uma morte demorada, com cerca de três horas de duração. O camarada era preso na cruz (como no filme, pregado com cravos) e os punhos amarrados... Mas para que tudo isto? A idéia era que o crucificado morresse por asfixia. Com os punhos amarrados, o tronco do camarada pesava e descia, comprimindo o músculo do diafragma e dificultando a respiração. Lá pelas tantas, os Soldados quebravam as pernas dos crucificados, para que, sem controle do peso do corpo, finalmente, exaustos e cansados, morressem sem poder respirar.
Só que com Jesus foi diferente...
Quer saber como foi com Jesus?
Não perca o post de amanhã, no qual explicarei a morte do Cristo e conversaremos sobre a Páscoa.
Bjs,
Alf.
Eu estou continuando o post que comecei ontem, salientando os pontos que considero interessantes e subliminares n'A Paixão de Cristo. Se você não viu o de ontem, vá lá e dê uma espiadinha... Agora, que o BBB10 acabou, sua melhor opção de espiadinha passou a ser o post de ontem do Blog do Alf. É o fundo do poço...
6. O Gólgota ou Calvário: gólgota significa lugar do crânio, em referência às ossadas dos indigentes que não tinham família ou posses que lhe dessem um túmulo e que deveriam ficar por lá. Veja que no caso de Jesus, um senhor, José de Arimatéia, pede o corpo do Cristo para poder enterrá-lo em um túmulo. Calvário significa caveira, mas esta eu acho que você instintivamente já sabia; afinal, foneticamente "calvário" parece-se com caveira, pronunciado de forma errada.
7. Simão cireneu: a "pax romana" era um negócio legal - para os romanos. Eles dominavam e o resto do povo cumpria. A tal "pax" deve ser a precursora dos casamentos modernos: sempre tem alguém mandando e alguém, morrendo de raiva e a contragosto, fingindo às vezes que não, obedecendo. Pois bem, o lance do Simão cireneu foi esse; ele, por não ser romano, foi constrangido LEGALMENTE a levar a cruz. Tal ordem fazia parte do tratado de paz romano. O povo vencido tinha que cumprir obrigações, entre elas, a de carregar peso.
8. A crucificação: lembram-se do Dr Pierre Barbet (post do dia 02 abr 10)? Ele muito avançou no entendimento da crucificação de NSJC, mas foi rebatido por um colega, o médico forense, Doutor Frederick Zugibe. Como nenhum dos dois é Teólogo (nem eu, diga-se de passagem) tomarei a liberdade de juntar o que vejo de plausível em ambas as teorias, mais as minhas observações:
8.a. INRI significa IESUS NAZARENUS REX IUDAEORUM; Jesus Nazareno (referência à cidade de sua família, já que ele havia nascido em Belém, para que se cumprissem as escrituras) Rei dos Judeus. Uma referência ao crime cometido por Jesus, mais que uma titulação.
8.b. Os membros de Jesus, além de cravados (presos com cravos, espécie de pregão - prego grande), foram amarrados à cruz, pois se fosse de diferente forma, o crucificado teria suas mãos rasgadas a partir do punho, cairia da cruz em virtude do peso do corpo e não morreria.
8.c. Os crucificados eram embriagados, com uma mistura de vinho, mirra e mel. Jesus não quis. Ele precisava pagar um preço de dor pela sua alma.
8.d. Os Soldados deitaram sortes para saber quem ficava com a túnica: era comum na antiguidade as questões serem resolvidas na sorte: O sumo sacerdote judeu usava duas pedras, Urim e Tumim (Luzes e Perfeição), para deitar sortes sobre o destino do povo em questões nacionais de ordem político-religiosa. Os apóstolos deitaram sortes para escolher o substituto de Judas (o traidor, que se suicidara). Contudo, quando você escuta que jogar na loteria é pecado, o embasamento deste conceito está no fato do sorteio da capa (púrpura) do Cristo.
8.e. Ainda sobre vestuário: ora, se as vestes de Jesus foram repartidas e sua túnica sorteada, de onde vem o fraldão das imagens e esculturas que sempre vemos por aí? Da imaginação do artista. A cruz era vergonhosa porque expunha as vergonhas do cidadão. Sim, amados leitores. Difícil conceber, mas parece que é um fato. Jesus estava nu na Cruz, com suas vergonhas expostas.
8.f. Por último e não menos importante: como era a morte na cruz: Você já parou para pensar como alguém morre na cruz? Era uma morte demorada, com cerca de três horas de duração. O camarada era preso na cruz (como no filme, pregado com cravos) e os punhos amarrados... Mas para que tudo isto? A idéia era que o crucificado morresse por asfixia. Com os punhos amarrados, o tronco do camarada pesava e descia, comprimindo o músculo do diafragma e dificultando a respiração. Lá pelas tantas, os Soldados quebravam as pernas dos crucificados, para que, sem controle do peso do corpo, finalmente, exaustos e cansados, morressem sem poder respirar.
Só que com Jesus foi diferente...
Quer saber como foi com Jesus?
Não perca o post de amanhã, no qual explicarei a morte do Cristo e conversaremos sobre a Páscoa.
Bjs,
Alf.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A Paixão de Cristo I.
Oi.
A semana santa é a semana em que a cristandade rememora os fatos que envolveram a paixão e a ressurreição de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Mesmo que você não seja cristão, não se pode negar a influência dos ensinamentos deste Deus/homem que habitou entre nós e cujos caminhos de fé e esperança estão sendo propagados até hoje, pelos quatro cantos da terra (uéééé??? A terra não é redonda...).
Entro no clima e faço pequenas observações à história que mudou a história da humanidade.
1. O lava-pés: Jesus lava os pés dos discípulos antes da ceia: não, não existia tênis, nem sapatilha, sapatênis, nem nada do tipo àquela época. E o calçamento das ruas deveria ter o sugestivo nome de descalçamento... Entrar em casa significava ter que lavar os pés. Só para lembrar, lá em Cantares, outro texto bíblico, a noiva fala que já se havia deitado e que não se levantaria para encontrar seu noivo, porque sair à rua significaria sujá-los - quanta falta faz um Arruda na administração pública... Os discípulos já estavam limpos pela Palavra de Deus, mas precisavam antes de participar da ceia, ter seus pés lavados pelo Cristo. É por isto que hoje, nas Igrejas cristãs, os cristãos já limpos (batizados), antes de participar da Ceia do Senhor, apresentam seus "pés sujos" para serem lavados pelo Senhor (a confissão de pecados é o caminho pelo qual o Senhor lava nossas pequenas sujeiras, tornando-nos aptos a participar da mesa).
2. O suor de Jesus caía na terra como gotas de sangue: ao contrário do senso comum, não é uma alegoria, foi fato. Existe um fenômeno, a hematidrose, causada, em situações extremas, pelo extravasamento do sangue de pequenos vasos localizados abaixo das glândulas sodoríparas (as glândulas que expelem o suor); o sangue se mistura com o suor e temos aí o fato que a Bíblia narra. Já pensou o quão extremo foi para o corpo carnal do Cristo estar carregando sobre os seus ombros o preço a ser pago pelo meu pecado, pelo seu pecado, pelo pecado de toda a humanidade, em todas as eras? Ele fez isto por amor...
3. Jesus sofre muito antes da cruz: na concordância dos evangelhos, percebe-se que Jesus vira uma espécie de sparring (aquele cara que treina o boxeador profissional e que só está ali para levar porrada...) de guardas judeus, populares, guardas romanos e o escambau. Gente, devemos lembrar que este era um tempo de guerras e que o vigor físico era o grande diferencial dos profissionais da carreira das armas daquela época. Uma bofetada de um soldado contra um homem comum tinha um efeito mortal. Quando a Bíblia diz que que os populares perguntavam "és profeta, diga quem te bateu?" devemos perceber a informação subliminar: ele já tinha apanhado tanto e tão brutalmente, que seus olhos estavam cerrados pelo inchaço de seu rosto, em virtude dos hematomas sofridos e somente através de uma profecia Ele poderia saber quem lhe tinha batido. E o sofrimento, por amor, ainda nem começou...
4. As chibatadas: sim, chibatadas também são sofrimentos antes da cruz, mas as destaco por causa da diferença do chicote da época com os de hoje. O chicote de então era feito com tiras de couro múltiplas (alguns autores falam sobre sete tiras, mas acho que este critério de qualidade tem mais a ver com numerologia bíblica do que com a realidade. Ou alguém já ouviu falar de norma ISO para a fabricação de chicotes no primeiro século da era cristã?) sobre as quais estavam fixadas bolinhas de chumbo e pequenos ossos, para que o chicote não só ferisse a pele, mas entrasse dentro da carne e ao sair, levasse consigo nacos da pele das costas da vítima, deixando-a em carne viva. Você nunca pensou que Ele, ao levar a Sua cruz às costas, estava sangrando, em carne viva, sentindo uma dor incomensurável, não é mesmo? Quanta dor, quanto sofrimento... Por amor a mim e a você.
5. A coroa de espinhos: um médico francês, o Doutor Pierre Barbet, escreveu em seu livro “A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo o Cirurgião “, Editora Santa Maria, RJ, o seguinte: "Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar...". Já o palestrante internacional Doutor Silmar Coelho, disse que os espinhos tinham cerca de cinco centímetros de altura e que ao penetrarem em sua carne, expulsaram parte do sangue pisado que estava em seu rosto. Todo este sangue sendo derramado por amor à humanidade...
Peço desculpas. Ainda há muito sofrimento para narrar, muito amor para ser descoberto nas atitudes sacrificiais de Jesus, mas continuarei a narrá-los depois. Não posso e seria desrespeito para com o Cristo permitir que meu leitor, pelo enfado causado por um texto demasiadamente grande, não lisse todo o subliminar existente na paixão e assim, não reconhecesse toda a extensão e a profundidade do amor de Deus pela humanidade.
Poque está escrito: "Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida Eterna.". Martinho Lutero, teólogo alemão, considerado o pai espiritual da Reforma Protestante, dizia que este texto, João 3:16, era a Bíblia em miniatura, pois fala do amor de Deus por seu povo, entregando seu próprio filho à morte.
Depois a gente continua.
Beijos e abraços,
Alf.
A semana santa é a semana em que a cristandade rememora os fatos que envolveram a paixão e a ressurreição de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Mesmo que você não seja cristão, não se pode negar a influência dos ensinamentos deste Deus/homem que habitou entre nós e cujos caminhos de fé e esperança estão sendo propagados até hoje, pelos quatro cantos da terra (uéééé??? A terra não é redonda...).
Entro no clima e faço pequenas observações à história que mudou a história da humanidade.
1. O lava-pés: Jesus lava os pés dos discípulos antes da ceia: não, não existia tênis, nem sapatilha, sapatênis, nem nada do tipo àquela época. E o calçamento das ruas deveria ter o sugestivo nome de descalçamento... Entrar em casa significava ter que lavar os pés. Só para lembrar, lá em Cantares, outro texto bíblico, a noiva fala que já se havia deitado e que não se levantaria para encontrar seu noivo, porque sair à rua significaria sujá-los - quanta falta faz um Arruda na administração pública... Os discípulos já estavam limpos pela Palavra de Deus, mas precisavam antes de participar da ceia, ter seus pés lavados pelo Cristo. É por isto que hoje, nas Igrejas cristãs, os cristãos já limpos (batizados), antes de participar da Ceia do Senhor, apresentam seus "pés sujos" para serem lavados pelo Senhor (a confissão de pecados é o caminho pelo qual o Senhor lava nossas pequenas sujeiras, tornando-nos aptos a participar da mesa).
2. O suor de Jesus caía na terra como gotas de sangue: ao contrário do senso comum, não é uma alegoria, foi fato. Existe um fenômeno, a hematidrose, causada, em situações extremas, pelo extravasamento do sangue de pequenos vasos localizados abaixo das glândulas sodoríparas (as glândulas que expelem o suor); o sangue se mistura com o suor e temos aí o fato que a Bíblia narra. Já pensou o quão extremo foi para o corpo carnal do Cristo estar carregando sobre os seus ombros o preço a ser pago pelo meu pecado, pelo seu pecado, pelo pecado de toda a humanidade, em todas as eras? Ele fez isto por amor...
3. Jesus sofre muito antes da cruz: na concordância dos evangelhos, percebe-se que Jesus vira uma espécie de sparring (aquele cara que treina o boxeador profissional e que só está ali para levar porrada...) de guardas judeus, populares, guardas romanos e o escambau. Gente, devemos lembrar que este era um tempo de guerras e que o vigor físico era o grande diferencial dos profissionais da carreira das armas daquela época. Uma bofetada de um soldado contra um homem comum tinha um efeito mortal. Quando a Bíblia diz que que os populares perguntavam "és profeta, diga quem te bateu?" devemos perceber a informação subliminar: ele já tinha apanhado tanto e tão brutalmente, que seus olhos estavam cerrados pelo inchaço de seu rosto, em virtude dos hematomas sofridos e somente através de uma profecia Ele poderia saber quem lhe tinha batido. E o sofrimento, por amor, ainda nem começou...
4. As chibatadas: sim, chibatadas também são sofrimentos antes da cruz, mas as destaco por causa da diferença do chicote da época com os de hoje. O chicote de então era feito com tiras de couro múltiplas (alguns autores falam sobre sete tiras, mas acho que este critério de qualidade tem mais a ver com numerologia bíblica do que com a realidade. Ou alguém já ouviu falar de norma ISO para a fabricação de chicotes no primeiro século da era cristã?) sobre as quais estavam fixadas bolinhas de chumbo e pequenos ossos, para que o chicote não só ferisse a pele, mas entrasse dentro da carne e ao sair, levasse consigo nacos da pele das costas da vítima, deixando-a em carne viva. Você nunca pensou que Ele, ao levar a Sua cruz às costas, estava sangrando, em carne viva, sentindo uma dor incomensurável, não é mesmo? Quanta dor, quanto sofrimento... Por amor a mim e a você.
5. A coroa de espinhos: um médico francês, o Doutor Pierre Barbet, escreveu em seu livro “A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo o Cirurgião “, Editora Santa Maria, RJ, o seguinte: "Com longos espinhos, mais duros que aqueles da acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar...". Já o palestrante internacional Doutor Silmar Coelho, disse que os espinhos tinham cerca de cinco centímetros de altura e que ao penetrarem em sua carne, expulsaram parte do sangue pisado que estava em seu rosto. Todo este sangue sendo derramado por amor à humanidade...
Peço desculpas. Ainda há muito sofrimento para narrar, muito amor para ser descoberto nas atitudes sacrificiais de Jesus, mas continuarei a narrá-los depois. Não posso e seria desrespeito para com o Cristo permitir que meu leitor, pelo enfado causado por um texto demasiadamente grande, não lisse todo o subliminar existente na paixão e assim, não reconhecesse toda a extensão e a profundidade do amor de Deus pela humanidade.
Poque está escrito: "Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida Eterna.". Martinho Lutero, teólogo alemão, considerado o pai espiritual da Reforma Protestante, dizia que este texto, João 3:16, era a Bíblia em miniatura, pois fala do amor de Deus por seu povo, entregando seu próprio filho à morte.
Depois a gente continua.
Beijos e abraços,
Alf.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Os pratos da balança.
Oi.
Hoje estava conversando com uma amiga e soube que ela estava "enrolada". Enrolado é o estado civil mais conhecido antigamente como "tico-tico no fubá". Acho que deveria existir nos formulários que a gente preenche, uma pluralidade de opções no campo "estado civil" compatível com a realidade dos fatos. O cara está "na morando" (morando junto com a namorada), por exemplo. Tinha que ter uma opção para isto. Ou o casal que separou mas mora na mesma casa; tinha que ser diferente do casal que casou mas mora em casas separadas (?!?!?!?!?!??!). Sim, existem mais formas de estado civil que a nossa vã filosofia pode conceber...
Lá pelas tantas ela me disse que a relação é difícil, o cara não se assume, não a assume - não fosse a distância, ia lá e dava uns sopapos no caboclo para ver se ele vira homem, risos.
O chato ao acompanhar todas estas histórias que vocês compartilham comigo é que me parece às vezes que não aprendemos (é, eu estou incluso aí...) nada com a vida. TEMOS QUE GOSTAR DE QUEM GOSTA DA GENTE, DE QUEM QUER NOS ASSUMIR. Todo mundo sabe disto mas fica fazendo que não sabe e se apaixonando por alguém que não dá futuro, não vale a pena, não vale o investimento que se faz em amor, dedicação, anulação, etc... Chega de ficar sofrendo na mão de quem não nos dá valor. E parece haver um círculo vicioso de desgostar-se de si mesmo por trás disto.
Na contramão da proposta de hoje, uma outra moça me disse que não consegue gostar de quem gosta dela. Ora, se ela não gosta de quem gosta dela, sobrou-lhe a opção de gostar de quem não gosta dela (?!?!?!?!) e isto é, na prática, não gostar de si mesma. Parece estranho, mas é isto: tanto uma como a outra, estão escolhendo o caminho da dor, da submissão impensada aos caprichos de seus homens, que, pela falta de postura decidida delas, acabarão optando por largá-las, trocando-as por alguém que lhes imponha limites.
Sei que tem hora que eu escrevo de modo difícil, então exemplificarei: uma mulher precisa sentir-se amada por inteiro e não somente desejada entre quatro paredes. Logo, precisa de alguém que goste dela e que assuma a relação em todas as facetas da vida a dois. Esquivar-se disto é covardia. Mas no afã de encontrarmos (não, não sou mulher, só estou tendo compaixão, ou seja, sentindo a mesma dor que elas e me incluindo no grupo) um pouco de amor, ainda que em forma de migalhas, sujeitamo-nos aos caprichos de alguém que não gosta de nós como gostaríamos que gostasse, abrindo mão de gostar-se de si mesmo, anulando nossas próprias expectativas.
Gostar não é sofrer. É preciso então que este amor, caso, enrolação, tenha o nome que tiver, do jeito que for ou tiver que ser, seja pesado em uma balança cujos pratos sejam nominados como "agradável" e "desagradável". Caso a balança, ainda que com alguma condição de desconforto esteja pendendo mais para o "agradável", repense a relação, rearranje a relação com o outro lado enrolado e quem sabe não teremos aí um novo casal andando de mão dada pelo shopping? Ou, maduramente se decida pelo afastamento, caso a balança esteja pendendo para o "desagradável". Claro, não dá para abrir mão dos planos de uma hora para outra. Talvez este "desagradável" seja momentâneo. Procure seu parceiro e converse com ele. Mas, façam, quer seja pelo caminho do afastamento, quer seja pelo caminho da aproximação, o possível para serem felizes.
SEJAM FELIZES!
Alf.
Hoje estava conversando com uma amiga e soube que ela estava "enrolada". Enrolado é o estado civil mais conhecido antigamente como "tico-tico no fubá". Acho que deveria existir nos formulários que a gente preenche, uma pluralidade de opções no campo "estado civil" compatível com a realidade dos fatos. O cara está "na morando" (morando junto com a namorada), por exemplo. Tinha que ter uma opção para isto. Ou o casal que separou mas mora na mesma casa; tinha que ser diferente do casal que casou mas mora em casas separadas (?!?!?!?!?!??!). Sim, existem mais formas de estado civil que a nossa vã filosofia pode conceber...
Lá pelas tantas ela me disse que a relação é difícil, o cara não se assume, não a assume - não fosse a distância, ia lá e dava uns sopapos no caboclo para ver se ele vira homem, risos.
O chato ao acompanhar todas estas histórias que vocês compartilham comigo é que me parece às vezes que não aprendemos (é, eu estou incluso aí...) nada com a vida. TEMOS QUE GOSTAR DE QUEM GOSTA DA GENTE, DE QUEM QUER NOS ASSUMIR. Todo mundo sabe disto mas fica fazendo que não sabe e se apaixonando por alguém que não dá futuro, não vale a pena, não vale o investimento que se faz em amor, dedicação, anulação, etc... Chega de ficar sofrendo na mão de quem não nos dá valor. E parece haver um círculo vicioso de desgostar-se de si mesmo por trás disto.
Na contramão da proposta de hoje, uma outra moça me disse que não consegue gostar de quem gosta dela. Ora, se ela não gosta de quem gosta dela, sobrou-lhe a opção de gostar de quem não gosta dela (?!?!?!?!) e isto é, na prática, não gostar de si mesma. Parece estranho, mas é isto: tanto uma como a outra, estão escolhendo o caminho da dor, da submissão impensada aos caprichos de seus homens, que, pela falta de postura decidida delas, acabarão optando por largá-las, trocando-as por alguém que lhes imponha limites.
Sei que tem hora que eu escrevo de modo difícil, então exemplificarei: uma mulher precisa sentir-se amada por inteiro e não somente desejada entre quatro paredes. Logo, precisa de alguém que goste dela e que assuma a relação em todas as facetas da vida a dois. Esquivar-se disto é covardia. Mas no afã de encontrarmos (não, não sou mulher, só estou tendo compaixão, ou seja, sentindo a mesma dor que elas e me incluindo no grupo) um pouco de amor, ainda que em forma de migalhas, sujeitamo-nos aos caprichos de alguém que não gosta de nós como gostaríamos que gostasse, abrindo mão de gostar-se de si mesmo, anulando nossas próprias expectativas.
Gostar não é sofrer. É preciso então que este amor, caso, enrolação, tenha o nome que tiver, do jeito que for ou tiver que ser, seja pesado em uma balança cujos pratos sejam nominados como "agradável" e "desagradável". Caso a balança, ainda que com alguma condição de desconforto esteja pendendo mais para o "agradável", repense a relação, rearranje a relação com o outro lado enrolado e quem sabe não teremos aí um novo casal andando de mão dada pelo shopping? Ou, maduramente se decida pelo afastamento, caso a balança esteja pendendo para o "desagradável". Claro, não dá para abrir mão dos planos de uma hora para outra. Talvez este "desagradável" seja momentâneo. Procure seu parceiro e converse com ele. Mas, façam, quer seja pelo caminho do afastamento, quer seja pelo caminho da aproximação, o possível para serem felizes.
SEJAM FELIZES!
Alf.
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