quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tae Kwon-Do!

Oi.
Meu blog está sendo vítima da minha falta de tempo de escrever... Meus (ex-) leitores devem estar sofrendo (ou se aliviando) com a falta de meus escritos...
A grande "atualização" de minha vida é a volta aos treinos de Tae Kwon-Do. Sim, com esta grafia, diferente da que você vê por aí (taekwondo ou tae kwon do, sem hífen), mas que foi a grafia que eu aprendi. Sim, pois eu treino desde os doze anos de idade (treino dois meses, paro um ano e por aí foi...); a última faixa que eu peguei foi a vermelha (segunda gub - ou gupp -, penúltima faixa) em dois mil e bolinha (2001 ou 2002). Em 2005 eu treinei dois meses e parei, desta vez , de verdade. Foram seis anos até que eu voltasse agora, em maio deste ano. Voltei por quê? Porque o Cesinha quis treinar. E o bichinho gosta... Já tá colecionando medalhas... Ê, Cesinha...
Mas o assunto hoje sou eu. E, nessa do Cesinha treinar (e eu treinar com ele), emagreci cinco quilos. A impressão visual é, para mim, que cheguei a pesar 103 quilos este ano (atualmente estou com 96,6 Kg), legal. Estou naquelas de usar roupas dois números a menos, medir qual buraco do cinto estou usando, essas coisas. Eu acho que se eu perder mais um quilo até meados de setembro, está bom. Bom não, ótimo.
Ótimo, pelo seguinte: acho que farei o exame para a ponteira preta em setembro; claro que se eu estiver mais leve, minha performance durante o exame será melhor. Quanto mais eu emagrecer até lá, melhor. Eu mesmo estou impressionado comigo, pois muita coisa que eu esperava não dar mais conta, estou dando. Sem contar os ganhos secundários de socialização, proximidade com o Cesinha, disciplina de horários, etc...
Por tudo isto, acho que o Tae Kwon-Do foi a grande atualização da minha vida nos últimos três meses.
Forte abraço,
Alf.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ser pai II

Oi.
Pois é, continuo sendo pai. O fato é que ser pai, com P maiúsculo, toma o tempo da gente. Olhei minha última postagem, nossa, foi em abril... Que será que eu fiz de lá para cá? De tudo um pouco, só que ao lado do Cesinha.
De Red Bull X Fighter ao circuito Racing (da LINEA), de aulas de Tae Kwon-Do a campeonatos (contando com uma vergonhosa/inusitada participação em uma luta "à vera" deste elefantinho coroa que vos escreve), estamos sempre juntos. Ele é tão presente na minha vida e eu sou tão presente na vida dele, que ele me acompanha até nos chamados de urgência do meu serviço. Meus amigos o conhecem, ele conhece os meus amigos e alguns chegam a estranhar quando eu e ele não estamos juntos. Se ser mãe é padecer no paraíso, ser pai é viver nele.
Beijos e abraços,
Alf.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ser Pai.

Oi.
Eu sempre tive muito medo de ser pai. É terrível a carga que se coloca sobre nossos ombros. Temos que nos tornar padrões, para que nossos filhos sigam nosso exemplo. A relação de pai com o filho é diferente da relação de mãe com o filho. A mãe educa, ensina. O pai, arrasta. Como pai, tenho tentado levar o meu filho a ser um bom homem. Tive que me tornar um homem melhor. Estou me tornando um homem melhor. Desde que optei por "assumir" a paternidade, tenho procurado fazer com ele o que eu espero que os homens do futuro façam no seu dia-a-dia. O nosso ensino, o paterno, é o do exemplo.
Cesinha não é fácil e não é fácil mudar. Tenho tentado mudar sempre. E não somente aos meus olhos, mas aos olhos dele. É por ele que eu procuro viver bem com as pessoas que me cercam. É por ele que eu procuro não me ausentar muito, principalmente à noite, quando ele se encontra em casa. Espero ensinar pelo exemplo positivo; seria muito frustrante saber que o Cesinha, então "Cesão", fez ou deixou de fazer alguma coisa porque não queria ser igual ao "traste" do pai. Isto é muito ruim.
Tenho milhões de problemas. Sou causador de outros milhões, que me afetam e afetam a outros. Mas, mesmo assim, procuro fazer o meu melhor. Procuro ser o melhor pai para o Cesinha.
Abração,
Alf.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"O Besouro Verde", melhor, "Kato"...

Oi.
Estou começando a achar que tenho um gosto péssimo para filmes. Mas antes, gostaria de dizer que é maravilhoso estar de férias porque, de férias, posso assistir um filme no dia de sua estréia e não "quando dá tempo"...
Lembram-se quando escrevi sobre "Os Mercenários"? Pareceu-me que só eu gostei do filme... Agora, com o Besouro, não parece ser diferente...
Ao contrário do que muita gente pensa, o Besouro não surgiu com aquela série de TV. A primeira versão do Besouro foi radiofônica, a série da TV, com o lendário Bruce Lee, já foi um remake da série radiofônica.
Já que falamos de Bruce Lee, no filme "Dragão - A Verdadeira História de Bruce Lee", duas cenas chamam a atenção: a primeira, que mostra o teste em que ele conseguiu o papel de Kato - sim, não tinha como o papel não ser dele - e a segunda, aquela em que ele vai à China para o enterro do pai e um produtor sai em busca dele, como nos filmes do gênero de Kung Fu, e ao final lhe diz que lá (na China) a série "O Besouro Verde" era conhecida como "Kato". É verdade; a franquia, tanto aquela, como esta nova versão, poderia ser chamada de Kato. Contudo, acho que na nova versão, isto foi feito de caso pensado.
Enquanto a série clássica era mais séria, a nova versão tenta ser brincante, pois ninguém imagina um Seth Rogen (o homem por trás da máscara do besouro) sério; ele é o cara ideal para fazer um cara drogado, ou bêbado, ou "bon vivent", com noites de orgia (insinuadas, seu público é a garotada), drogado e muito, muito trapalhão. Isto sem falar nos roteiros que escreve (ele co-escreve o roteiro). Ele é o cerébro por trás do sucesso adolescente "Super Bad - É Hoje", o pai atrapalhado de "Ligeiramente Grávidos" e o improvável macho em "Pagando Bem, Que Mal Tem?". Bem, ele dá "credibilidade" ao personagem central do filme, que inicia em meio a festas e bobagens do homem mimado e rico que se tornará o Besouro.
Já o Kato, vivido pelo excelente artista marcial taiwanês Jay Chou (cujo kung Fu foi conhecido dos brasileiros pelo intrigante "A Maldição da Flor Dourada"), era órfão, passou privações, foi criado pelas ruas, em suma, foi alguém que teve que se virar... O encontro destes dois contrastantes mundos é o estopim da parceria que conduz este filme de aventuras. É um filme de sessão da tarde - o que tem os críticos de cinema contra as sessões da tarde? - que mostra dois amigos irresponsáveis, tendo os problemas e aspirações típicas de amigos irresponsáveis (incluindo aí as brigas, os ciúmes, as armações, os "et cetera" que envolvem essas amizades) enquanto tentam salvar a cidade do crime. Contam com a ajuda da secretária do alter-ego do Besouro, a estonteante Cameron Dias, num papel, digamos, "não estonteante", mas fundamental na trama.
Um filme divertido, engraçado, que faz rir... Também tem boa dose de ação. Antes de assistir o filme, eu havia lido uma crítica, falando que as cenas de ação não convenciam e tal... Discordo. Amei o filme. A julgar pelas gargalhadas do povo à minha volta, outras pessoas também gostaram. Então, é um filme divertido. Ah, sim, até com a incômoda situação do Kato, que, seguindo a tendência da série televisiva, parece mais mocinho do filme que o herói Besouro, o roteiro brinca.
Então, divirtam-se.
Beijos e abraços,
Alf.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Valentine's Day

Oi.
Pois é, passou em branco aqui nestas nossas terras tupiniquins o "Valentine´s Day". O Dia de São Valentim, mártir celebrado pela Igreja Católica, é o dia dos namorados de todo o hemisfério norte. Sim, eles comemoram o dia dos namorados no dia 14 de fevereiro e não no dia 12 de junho, como nós. Quer entender? Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Namorados.
Sou um coroa de 42 anos de idade, com diversas obrigações sociais e talvez para mim o dia dos namorados não traga grandes implicações... Normalmente, eu me lembro do dia dos namorados no dia seguinte, quando reclamam que eu esqueci da data, risos. Mas, para aqueles cujas obrigações sociais não são, de certa forma, um fardo, o dia dos namorados é uma oportunidade...
Meu pai, que hoje está com 81 anos de idade, por exemplo: minha mãe morreu há cinco anos... Ele conseguiu ficar triste com isto por um mês, um mês e meio, no máximo... Lá pelas tantas ele se tocou que estava sem mulher para lhe fazer cobranças, sem filhos para criar, sem responsabilidades financeiras e que estava "solto na buraqueira". Perdi todas as minhas empregadas, pois meu coroa passou a se engraçar com todas elas; as que eram sérias, se afastaram e a que se interessou por ele, saiu do emprego porque, como ele dizia, "mulher minha não trabalha!". Só que ele era meu hóspede. Então a minha outrora empregada passou uns dois anos sendo minha "madrasta". Parece até novela mexicana, credo...
Meu pai, porém, é um namorador inveterado. Se ele descobrir que tem dois dias dos namorados, ao invés de um só, é capaz de aproveitar um dia dos namorados para ficar com uma (ele é muito bom de lábia, convenceria a menina que alguém "importante como ela" merecia ter o dia comemorado como nos "States") e o outro dia (o nosso dia) para ficar com outra...
Eu pego demais no pé dele, dirão vocês, meus leitores. É, talvez vocês tenham razão... Afinal, só porque quando ele tinha 80 anos namorava uma gatinha de 18, eu não preciso ficar pegando no pé dele, não é mesmo? Ah, sim, a namorada tinha dezoito; já as peguetes...
Bem, agora está comportado, segundo ele, com uma namorada só. Meu filho a chama de vó... Não é lindo?
Quanto a você leitor amigo, aproveite que toquei no assunto no post de hoje e já marque na sua agenda o dia dos namorados aqui do Brasil. Afinal de contas, se fosse hoje, você teria esquecido, não é mesmo? Risos.
Beijos e abraços,
Alf.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Férias (início).

Oi.
Este ano eu me superei. Todos os anos, quando eu vou sair de férias, ocorre um imprevisto: ou precisam de mim no serviço, ou eu entro de férias e levo serviço para fazer nas férias, ou quebro minhas férias para resolver problemas particulares... Até férias porque bati o carro (?!!?!!?!?!) eu já tirei.
Este ano porém, aconteceu o absurdo dos absurdos. Eu já estava de férias há dois dias e não percebi. Trabalhei de graça os tais dois dias. Explicando: tão acostumado estou a não ser "eu quem me navego" ("quem me navega é o mar" - música de Paulinho da Viola), não percebi que, pela primeira vez na vida, poderia ter planejado tranquilamente as minhas férias. Não sou muito dado a folgas, quem me conhece sabe disto. O ano em que mais viajei na vida, 2004, só se vêem fotos minhas de farda. Viajei, é claro, a trabalho. Tem foto minha trabalhando até dentro de avião, imagine. Mas nem meu "trabalho de férias" eu planejei direito este ano.
Conclusão: acho que fui tão acostumado a ser desrespeitado em meus direitos (até mesmo pelas dificuldades da vida), que comecei a achar o errado, certo.
Boas férias não planejadas pra mim.
Beijos,
Alf.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sobrevivente...

Oi.
Ontem eu estava teclando com o Xaxa (apesar do apelido, digamos, pueril, é um Primeiro-Sargento do Exército, de quase dois metros de altura) e eu comentei com ele sobre a morte de um outro Sargento. Por analogia, começamos a conversar sobre o assunto morte e percebemos quantos amigos queridos e comuns a nós, já se foram.
Eu tenho 42 anos e o Xaxa deve ser, no máximo, 5 anos mais novo do que eu. E falávamos de homens com idades semelhantes à nossa: Romazzini, Domingos, Libório... Cada um teve sua história e, de certa forma, colaborou para a progressão da vida na Terra, um de forma mais altruísta, outro, nem tanto e outro, de forma mais violenta (apesar de todas estas mortes terem sido de forma violenta). Mas foram pessoas que passaram por nós e que já se foram. Como me disse outro amigo, o Anércio, esperamos apenas que estejam (ele se referia a um só, eu é que estou estendendo o conceito para todos) em um bom lugar...
Só que, a determinada altura da conversa, me lembrei de minha prima, pouco mais nova do que eu, que morreu de câncer em 2007 e do seu Gunther, professor que me substituiu na Microcamp, que, como fiquei sabendo ontem, morreu em julho de 2010. Comentei com o Xaxa que chegamos a uma altura da vida em que podemos já nos chamar de sobreviventes. Ele no auge dos seus 37 anos não comentou, mas deve ter pensado em pessoas queridas que também se foram e concordou comigo.
Então, a cada manhã, torno-me, uma vez mais, sobrevivente. E tento continuar vivo até a manhã seguinte.
Beijos e abraços (aproveitem meus beijos e abraços, conforme a preferência, enquanto podem, enquanto estou vivo...)
Alf...