sábado, 1 de janeiro de 2011

Balanço...

Oi.
Estava eu pensando (ah, fala sério Alfonso: você pensando... Quer enganar quem???) no ano que se passou. Do ponto de vista pessoal, penso que foi o pior ano da minha vida (até agora). Vejam só (e concordem comigo):
1. Acidentes de carro: sofri três acidentes de carro, todos muito caros...
2. Internações: internaram-me duas vezes, precisei dormir em clínicas especializadas mais duas vezes; fora as vezes em que passei as noites em claro em hospitais, no soro (que não são consideradas internações)...
3. Dignósticos: diverticulite e apnéia severa. O primeiro, quando eu menos esperar, será indicação de "entrar na faca"; o segundo, quando eu menos esperar ocorrerá a "morte súbita" (trágico, não? Você acha que é exagero? Porque não é a sua vida, né? - Humor negro nessas horas, só eu mesmo...).
4. Vida financeira: juntando tudo o que se gastou com o carro neste ano, dá mais de setenta por cento do valor do veículo (isto com o carro perfeito... E olhe lá!)... O que se gastou com medicações, exames, etc, para mim, foi uma pequena fortuna. Nas minhas atividades extra-expediente, levei um calote no valor do meu salário (praticamente), lá pelo meio do ano, quando internei... Como passei mais tempo dodói do que são, deixei de atender uma boa parte da minha clientela, perdendo alguns clientes... Por falar em perder, "vendi" minha moto (zoeira, eu a vendi mesmo). Nas condições nas quais ocorreu a venda, foi um negócio bom para ambos os lados. Mas...
5. Fechamento do ano: para "coroar" o ano em questão, na semana antes do Natal, meu carro foi apreendido pelo DETRAN, só porque estava com QUATRO anos sem pagar IPVA, licenciamento seguro, multas, etc... O dinheiro para tirar o carro do pátio não foi um, digamos, problemão (dizem que amizade é melhor do que dinheiro no bolso: é verdade)... O problemão foi que o carro não estava no meu nome e aí começou minha jornada pelos caminhos burocráticos do Brasil. A pé! A moto, eu vendi, lembra? Pois é, até o bom negócio, tornou-se prejuízo. O outro carro, está em Volta Redonda e só volta lá pelo início de fevereiro... Bem, mas se você mora no Rio ou em São Paulo, andar a pé (na verdade de ônibus e/ou metrô) é até reconfortante, dá pra dormir e tudo durante os deslocamentos, sem contar que a espera é curta e você consegue ir a qualquer canto com transporte coletivo... Mas em Brasília, o serviço de transportes urbanos é uma "caca", o bairro onde moro é militar e, por questões de segurança, NÃO PASSA ÔNIBUS! Resultado: estou há três semanas sem carro, pagando estadia de carro em garagem do DETRAN e, pasmem, andando de ônibus (gastando de quinze a vinte minutos a pé PARA CHEGAR NO PONTO)! Será que andar de ônibus em Brasília pode ser considerado um ganho?
2010? Já vai tarde... Viva 2011!
Quero antes de terminar este post, agradecer ao pessoal que me deu força em cada intempérie no ano de 2010. Sem vocês, eu não teria chegado ao fim deste ano. Ah, sim, vocês leitores estão incluídos neste agradecimento. Meu muito obrigado a todos.
Beijos e abraços,
Alf.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Objetivos...

Oi!
Sabemos que não se vive sem objetivos. Muitos de nós traçaremos metas neste período que servirão de norte no ano vindouro. Eu não sou muito de planejamentos, quem me conhece pessoalmente sabe que sou adepto do sistema administrativo NHS: "NA HORA SAI!". Mas, uma coisa é não planejar como atingir as metas; outra coisa, ao meu ver, nociva, é não traçá-las.
O momento de traçar metas para o próximo ano é agora. A execução começa amanhã. Cedo. Eu sempre me assustei com a história da equipe de competição sul-coreana de Tae Kwon-Do. Uma vez, um mestre de Tae Kwon-Do levou uns filmes, num exame de faixa. O filme mostrava o árduo treinamento da tal equipe, a eficácia do treino em um campeonato, os diversos prêmios ganhos pelos atletas e, quando eu achei que terminara, mostra uma última tomada, no Kukiwon (o grande centro de treinamento de Tae Kwon-Do), no dia seguinte ao campeonato da fita, às 08:00h da manhã. O pátio de treinamento estava lotado. Encabeçando as fileiras, estavam os campeões de menos de 24 horas atrás, treinando duro para o próximo campeonato, em busca de uma nova medalha, de um novo título. Pensemos: se os campeões treinam assim, nós, que ainda temos muito que lutar para chegarmos ao topo, precisamos treinar, no mínimo, dobrado. Mas não adianta treinar se não existirem objetivos bem definidos. Defina-os hoje, treine a partir de amanhã, conquiste-os ao longo do ano vindouro.
Beijos objetivos,
Alf. Ah, sim, a abordagem cristã do mesmo tema, você encontra em http://ministerioalfonso.blogspot.com.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ninguém me ouve...

Oi.
Sabe aquele lance do João Batista, que era a voz que clama no deserto? Entendo perfeitamente. Tem um outro texto, famoso, que diz: "...não te detenhas, clama a plenos pulmões..."; juro que tento. Juro que clamo. E nada.
Um dia, há alguns anos, estava explicando como é que se gerencia uma rede com segurança e um dos meus colegas estava rodando um script num banco de dados. A máquina, é claro, travou; "rodar um script" é rodar um pequeno programa que normalmente exige muito do processamento da máquina num primeiro momento, para facilitar as buscas ou operações no banco de dados, usando o mínimo de processamento depois, quando o banco está em produção. Para a gente, de TI, normal. Um dos meus ouvintes era um chefe (de outro setor) que, sentado, acompanhava minha preleção. Interrompeu-me para dizer que a máquina travou "provavelmente" por causa de vírus (já estava ao final da minha explanação, não tinha como ele, depois de ouvir tudo que eu disse, confundir as coisas, processamento lento com vírus). Enfim, ninguém me escuta...
Outro dia, mandei comprar um produto, em outro estado. O emissário me colocou para falar com o vendedor. Ainda assim, o produto não foi o que pedi. Ninguém me escuta.
A gatinha do interior caiu na lábia do gatão da cidade grande; eu avisei a ambos que iria dar merda. Deu. Ninguém me escuta...
Ando pensando: será que o problema sou eu? Será que não estou utilizando os recursos linguísticos adequados? Ou será que todos só fazem o que está em sua cabeça, independente daquilo que nos esforçamos para lhes falar? Sem falar naqueles que não entendem e se revoltam porque não entenderam...
Ah, sim, já sei: sou insignificante. É isto! Por isto, ninguém me ouve. Ainda que eu clame a plenos pulmões. Ainda que eu só queira espalhar a retidão e o bem com os meus ditos. Ninguém me ouve...
No entanto, costumam ouvir fofocas, maledicências, palavras de engano... Não ouso seguir este caminho para ser ouvido. É anti-ético demais. Assim sendo,
NINGUÉM ME OUVE!
Beijos e abraços silenciosos,
Alf.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

100.

Oi.
Esta é a minha postagem de número 100. Um marco na história deste blog e na minha vida. Justo eu, tão desorganizado e desfocado, consegui, finalmente, levar algo adiante por conta própria, sem ninguém me forçando a fazer. Voluntariamente eu escrevo estas linhas e converso com meus leitores de bom grado, por qualquer canal que eles utilizem para me procurar - telefone, e-mail, postagem em redes sociais (ORKUT, Facebook, Twitter, etc...), o que for.
E, para comemorar este marco, estou disponibilizando para leitura meu outro blog: http://ministerioalfonso.blogspot.com/.
O novo blog surgiu de uma conversa antiga com a Solange, que me disse que não gostava dos meus "rascunhos da Bíblia", não porque fossem mal escritos (Xiii... Será que são?!?!?!?!), mas porque não eram pertinentes à vida dela; em contrapartida, o volume de feedback (retorno) por parte dos meus leitores aumentava quando eu ousava explorar o cotidiano através dos caminhos teológicos. Percebi então que eu tinha dois públicos, um secular, que prefere minhas mensagens de otimismo (ou de crítica inteligente, ou de sarcasmo, ou de ironia, etc...) sem referenciação na Palavra de Deus, e um outro grupo, este, sedento pelas minhas considerações religiosas sobre o cotidiano. Do ponto de vista teológico, sempre ousei o novo olhar, um novo pensamento sobre assuntos já conhecidos - principalmente porque minha abordagem é a de um homem pecador, que precisa conviver com suas fraquezas e dúvidas; não sou um super homem espiritual, nem meus escritos estabelecem metas intangíveis para o cristão comum... Então, o mote do meu novo blog é a metanóia, a mudança de mente que todo o seguidor de Cristo tem que viver, mas que nem sempre é motivado a isto, acabando por viver um cristianismo industrializado, sem novidade de vida. Mude a mente, mude a vida.
Quer conhecer meu novo blog? Mais do que um blog, espero que se torne uma nova proposta, que ajude as pessoas a renovarem suas mentes e a olharem para o mundo que as cerca e para si mesmas sob uma nova perspectiva, transformadora. O endereço está abaixo:


Não foi megalomania colocar meu nome no blog, só que todos os nomes que tentei já eram usados (e depois de uma hora e meia tentando, acho que dei foi sorte...).
Boa leitura, conto com o seu apoio (mesmo que teologia ou religião não sejam a sua praia, passe por lá, dê uma conferida... Quem sabe você não acaba se surpreendendo positivamente?).
Beijão (ou abração, o que você preferir),
Alf.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Transformação...

Oi.
Mais um ano se finda. Já li alguns textos que perguntam porque alguém teve a idéia de estabelecer uma data para se fechar um ciclo. Faz sentido o questionamento, pois os ciclos deveriam se fechar naturalmente no momento em que precisam ser fechados. Ora e que momento é este? O fim do ano. Viram?!?! Mais um ciclo se fechou, risos.
É no final do ano que muitas atividades tem a sua data de fechamento. Na verdade, o fechamento nem sempre acontece no fim do ano, mas em torno dele. Lembro-me que em meu serviço anterior o ano laboral se fechava dia 15 de janeiro (vai entender)... Mas o legal é ter um fechamento. Na verdade, uma breve pausa. Todos precisamos de um tempo para repensar as próprias rotas. Não costumamos dar à vida a oportunidade de repensar rotas. Aí, passamos a viver como bichinhos, que acordam pela manhã em busca do alimento do dia. Não somos bichos, ou máquinas, ou qualquer coisa diferente do que somos. Somos seres humanos, que trabalhamos, pensamos, ajudamos a humanidade a crescer... Então, no fim do ano, temos a chance de repensarmos tudo o que somos e fazemos e o que representamos no mundo em que vivemos e, se for o caso, mudarmos. Muita gente pensa que no início do novo ano conseguirá fazer dieta, malhar, aprender um novo idioma, encontrar um novo amor, mudar de emprego... Mas muita gente (talvez a grande maioria) não consegue realizar aquilo que pensou para si, que planejou... Então, a mensagem do diário hoje é para você que precisa de uma novidade de vida. Sabe o que falta para, no novo ano, a sua vida se tornar tudo aquilo que você sonhou? Atitude! Sem ela, os pensamentos não mudam nada, não modificam nem a sociedade, nem a sua vida. Traduzindo em miúdos, não adianta apenas ser idealista e querer, após o balanço do fim de ano, mudar. É preciso mudar, você quer mudar, então mude. Ações, quando representam as idéias, lhes dão legitimidade, transformam a realidade à sua volta e promovem a famosa mudança de cenário, a seu favor...
Quer novidade de vida no novo ano que se inicia? Tome atitudes transformadoras, que traduzam suas idéias para o novo ano em realidade. Faça a diferença.
Beijos transformadores, de alguém que torce pelo seu futuro em 2011,
Alf...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Desejado...

Oi.
Sabia que todo mundo, independente da idade, sexo, condição social, estado civil e o escambau, sempre tem desejo de se sentir desejado(a)? Eu iria (melhor, vou) além e diria (digo): desejado(a) e especial.
Só que, com o tempo, aquele ou aquela que era o motivo do seu elan (forma fresca de dizer tesão...), torna-se um lugar comum. Eu não sei bem dizer porque isto ocorre, só sei que ocorre. Uns culpam a monotonia do dia-a-dia, outros, os cuidados com os demais entes queridos (filhos, pais, cachorros, peixinhos...), outros, as contas, outros, tudo isto junto e, outros ainda, simplesmente enjoam. Eu, aliás, apesar de não saber o porquê disto ocorrer, ainda por cima acho que não é nada disto (só pra ser do contra, risos).
Só que, também, o motivo (sabe o motivo?) não importa. O que importa é que todo mundo tem ao seu lado alguém especial, que precisa se sentir desejado(a), para poder se sentir vivo(a). Parece exagero, né? Mas não é. Todos nós sabemos dos ditados populares que falam sobre o assunto, como por exemplo: "se o cara não comparece, aparece alguém que comparece e toma", isto para ser o mais educadinho possível, tem pessoas com pudores que lêem o meu blog... Mas na prática é isto: se alguém esquece de dizer para o(a) outro(a) o quanto ele(a) é especial, aparece alguém que diz. Porque? Ora, porque o(a) outro(a) tem sim, as suas características que o tornam especial, para falar a verdade, único(a). Voltando aos ditados: "ninguém é igual a ninguém"... Se você não notou ainda, repito, aparece que nota... Sempre...
Minha argumentação de hoje, espera que você, leitor amigo, tome atitudes: reconheça que quem está próximo a você, na esperança de ser amado(a), precisa ser sim, considerado(a) especial, desejado(a) e consequentemente, amado(a); demonstre o quanto ele(a) é desejado(a); e o(a) ame, celebrando este desejo, que você sente e que precisa ser demonstrado, porque faz bem ao(à) outro(a) e porque, mais uma vez os ditados: "quem não faz, toma!". Enfim, cuide do que é seu, senão vem outro e toma. O final ficou meio grosso, à la Cap Nascimento, mas todo mundo entendeu.
Beijos, sem desejo porém,
Alf.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eu já disse que te amo?

Oi.
Falo de uma brincadeira. Uma brincadeira que faço com todo mundo, de qualquer sexo, de qualquer idade, que tenha um mínimo de amizade ou intimidade comigo. Sim, chego para a outra pessoa e digo: "EU TE AMO!", ou, num momento de distração, viro-me para meu interlocutor e digo:"Eu já disse que te amo?". Quem tem presença de espírito, responde ou que me ama, ou faz alguma outra brincadeira, ou ainda, que hoje eu não havia dito que a amava. Claro, alguns mais sisudos ou desconfiados, não dizem nada, me olham estranhamente... Sabe-se lá o que pensam...
Pois é: não quero, com minha atitude, banalizar o amor; talvez, popularizá-lo. Com a crescente demanda por informações em alta velocidade, apesar da minha proposta ser uma brincadeira, as pessoas já não se comunicam mais. Já é difícil falar sobre a conta que precisa ser paga, imagine então arranjar tempo para dizer a uma outra pessoa, que também não tem tempo de escutar, que a ama. Ou, que se gosta dela. Ou, que é legal, trabalhar, compartilhar, almoçar, ir ao cinema, trocar e-mail, conversar no Google Talk (ou MSN, ou FACEBOOK, ou ORKUT) ou o que quer que seja, com ela...
Minha religiosidade é cristã. E a mensagem máxima do cristianismo é o amor. Não lembro quando surgiu na minha mente a idéia de declarar amor às pessoas, mas acho que tem a ver com o amor de Deus, que Ele próprio colocou em nossos corações, para que distribuíssemos aos próximos. Você sabia que existem pessoas adultas que nunca ouviram, nem sequer de um amigo, que alguém as ama? Sugestão: ao ler este texto no meu Blog, escreva, ligue, ou diga pessoalmente a alguém, que não sua namorada ou namorado, que a(o) ama. Acho que você conseguirá fazer este alguém feliz. Se quiser chutar o pau da barraca, faça como eu, diga a várias pessoas, contagie-as, motive-as a também expor seus bons sentimentos.
Por falar nisto, eu já disse que te amo? Hoje ainda não, né?
Beijão,
Alf.