quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Festa!

Oi...
Hoje é dia de festa! Este é o meu post de número oitenta... Para algo que começou modestamente, como um passatempo para alguém que estava convalescente numa terra distante - quanto drama -, é um marco. Agradeço pelos mais de 1500 acessos (1565, neste exato momento, segundo o relatório do Google AdSense) feitos por vocês, os que lêem o meu blog. E fico sonhando como seria bom se, a cada acesso, o visitante do meu blog também acessasse os links das propagandas que estão disponíveis no blog. Desde a sua criação, até hoje, foram somente 8 (isto mesmo, oito vc não leu errado...) cliques em propagandas, o que me contabiliza US$0,52 (cinquenta e dois centavos de dólar americano) de lucro nos últimos sete meses... Como é que tem gente que fica bem de vida com este negócio de blog? Alguém tem o telefone da Bruna Surfistinha? Não, não é isto que vocês pensaram, suas mentes poluídas: é que o blog dela foi um case de sucesso comercial e eu só queria pegar umas dicas... Bom, voltando: eu não sei, mas para mim, o que me deixa bem é abrir minha caixa postal e encontrar as reclamações do povo, o pessoal me xingando, me chamando de insano... É sinal de que, o que eu escrevo, mesmo que ínfimamente lido, pode estar fazendo alguém pensar, rir, se emocionar e quem sabe até, motivando outros a tomar a mesma atitude. Sei de pelo menos duas pessoas que nunca escreveram blogs que, a partir de minha inciativa, se motivaram a escrever, segundo os e-mails que me mandaram. Tem também aquelas que já escreviam, estavam desmotivadas, se reanimaram e voltaram a escrever (também segundo os e-mails que recebi).
Então, hoje é dia de festa porque hoje nós (eu e vocês) alcançamos estas inéditas marcas compartlhadas acima; ah, sim, também é aniversário da Sylvia, Biomédica do ICDF e do Bragança, o profissional de enfermagem mais famoso do HFA, uma verdadeira celebridade. Eu não sei se eles são leitores do meu blog, mas fica aqui gravada a minha homeagem pelo natalício.
E, como estamos a menos de um mês das eleições, gostaria de compartilhar com vocês meu ponto de vista com relação à corrida presidencial. Mas isto é assunto para amanhã, para que se possa ler e refletir durante o final de semana.
Beijão a todos, meu muito obrigado pela colaboração de vocês; mais uma vez: é para vocês que escrevo.
Alf.

domingo, 5 de setembro de 2010

Bem das faculdades mentais...

Oi.
Uma das minhas amigas, daquelas de vinte anos atrás, que me conhece, conhece meus pontos de vista, o radicalismo deles, etc, me falou que eu não devo estar bem das faculdades mentais.
Acho que a estranheza foi causada pelo fato de eu sempre ter sido um cara certinho, melhor, para muitos eu sou "o" cara certinho; só que não sou. E, sempre questionei as coisas. Crê-se que um cara certinho não questione as coisas. Apenas aceite mansamente o que o sistema e a vida disponbilizem para ele. Novamente: não sou assim. Questiono tudo, mas de um jeito investigativo. Não basta a fórmula pronta, nunca bastou. Exemplo: quando eu, então com dezoito anos, me converti ao cristianismo, decidi fazer algo para externar a minha decisão. Sempre ouvi piadas de baixo calão e no meu entendimento, um cara que se convertia, deveria, segundo meu repertório de piadas, não beber, não fumar e não fazer sexo. Já não bebia, não fumava e, para externar a minha decisão, decidi deixar de fazer sexo e fiquei assim praticamente sete anos, até me casar. Mas não foi uma decisão burra. Pesquisei na Bíblia Sagrada, precisei pesquisar textos originais em hebraico e grego (precisei pesquisar um pouco mais, em livros que falavam sobre o assunto e léxicos nos idiomas citados) para entender se havia fundamento na minha decisão. Havia; e porque havia, tomei a decisão. Mas, como quem me lê, pode ver, não aceito dogmas, simplesmente porque são dogmas. Aliás, um dogma só é um dogma até ser desconstruído. Não estou aqui para desfazer dogmas, mas eu os desfaço para mim mesmo. Necessidade. Existem questões nas quais as verdades dos dogmas são insuficientes e carecem de desconstrução.
Quando os desconstruo e transpareço isto, acaba transparecendo também que eu não estou bem das minhas faculdades mentais. O fato é que, nem sempre os dogmas que desconstruo, são dogmas que carecem de desconstrução. Já foram desconstruídos antes, só que aqueles que o fizeram, não revelaram tal desconstrução ao grande público, pois nem todo mundo, na cabeça deles, está preparado. Eu já acho que a revelação da verdade deve ser para todos e que, cada um de per si, decida o que fazer com ela.
E você decide, após a leitura deste texto, se para você, eu estou ou não, bem das faculdades mentais. Mas isto, lembre-se, é só seu ponto de vista.
Beijos insanos,
Alf.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mentiras....

Oi.
Uma música antiga, do "Secos & Molhados", grupo que levou ao estrelato o performático Ney Matogrosso, dizia algo que, se minha memória não falha, era assim: "Jurei mentiras e sigo sozinho... Assumo o pecaaadooooooo...", já com a transliteração do som gutural emitido pelo incomparável artista (ah, sim, o nome da música é "Sangue Latino"). Mas mentira, para ser crédula, só pode ser dita por um artista. Uma pessoa normal, não habituada a "viver" outra realidade, não consegue mentir.
Eu sou maluco, é diferente. Eu fantasio e o que fantasio, PARA MIM, é verdade. Haja lítio, para dar conta disto tudo...
Voltando aos normais, li uma vez que a mentira é uma forma de equilibrar as coisas. Exemplo: o marido chega em casa tarde, com marca de batom na gola da camisa; a mulher vira-se para ele e pergunta: "onde você estava, seu sem vergonha? Isto lá são horas? E que marca de batom é esta na sua gola?". O marido então, com um ar altruísta, responde: "Amor, nem te conto. Estava eu passando pela praça, quando uma desconhecida SOFREU UM ATAQUE CARDÍACO! Corri para socorrê-la, apliquei-lhe os primeiros socorros, fiz Reanimação Cárdio Pulmonar, deve ter vindo daí a marca de batom, pois lhe fiz a respiração boca-a-boca e quando os paramédicos chegaram, eu continuei acompanhando o resgate, no intuito de ajudar a equipe de socorro. Por isto cheguei tão tarde. Por falar nisto, será que já passou o jornal local? Queria ver se falava alguma coisa...". Todos nós sabemos que o cara estava, na melhor das hipóteses, beijando gente na night. Contudo, ela aceita. Acreditou nele? Não, mas tem hora que é melhor entender que o outro está mentindo e aceitar a mentira, do que, a qualquer preço descobrir a verdade. Porque eu digo isto? Bem, baseado na afirmação sobre o que eu li, para não desequilibrar as coisas.
Diga-me uma coisa: você descobre que o seu marido/esposa te trai. O que você faz? Sai de casa? Deixa tudo pra trás? E seus filhos? E as contas, no seu nome? E o terreno, a casa de praia e todas aquelas coisas legais que vocês se anularam juntos para ter um dia e que hoje vocês têm (e que após uma separação tudo se pulveriza e vira nada)? O que você prefere? Entender que é uma mentira e passar por cima, ou, ir atrás da verdade e junto da verdade encontrar a ruína de tudo que você construiu.
Eu prefiro o equilíbrio. Mas somente quando de primeira eu percebi que era mentira. Odiaria ter que descobrir por mim mesmo que outra pessoa mentiu pra mim e eu não percebi. Esta última observação corrobora a afirmação de que sou maluco, não é mesmo?
Beijos equilibrados, mas nem por isto, totalmente éticos,
Alf.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Em busca de um novo amor...

Oi.
Claro que não falo de mim. Como foi que isto passou pela sua cabeça? Quem disse que eu acredito em amor? Zoeira. Acredito sim... Mas falo da busca geral por um novo amor.
Lembrei até de uma música de um grupo chamado "Hanson", chamada: "Where's The Love", Onde Está O Amor. Ontem me falaram que iam levar não sei quem para a balada, porque o namorado havia terminado com ela, pedido um tempo, sei lá... Chiei. Perguntei o porquê daquilo e me foi dito que seria para a pessoa procurar um outro namorado. Chiei novamente: na balada, vai-se, quando muito, para levantar a moral, sentir-se desejada/o, etc... As más línguas diriam que vai-se pra balada para comer gente. Que horror. Imaginei os Rottweilers do pessoal do Bruno na balada, escolhendo a próxima vítima - que péssimo, esta foi pior que a primeira...
O fato, pra mim, é que na balada não é o melhor lugar para procurar alguém para algo sério. Está em busca de amor? Vá a uma Igreja, freqüente o centro social/comunitário do seu bairro, vá à padaria, ao açougue, vá andar no parque, esteja atenta/o aos amigos/as dos amigos/as, esteja atenta/o na escola, no serviço, na academia... Você acabará encontrando uma pessoa que queira o mesmo que você: alguém legal com quem se possa manter uma relação sólida.
Muita gente, porém, se conhece nos lugares acima citados e, depois de um primeiro contato, marca de se encontrar na balada - neste caso sim, acredito eu que possa dar mais certo do que encontrar alguém desconhecido e sem referências (um ponto inicial tão improvável como um baile de Cinderella). Não digo aqui, contudo, que na balada não dê pra encontrar alguém legal. Dá. Só não sei dizer o que acontecerá depois. Mesmo os casos que dão certo, só darão certo diante da perspectiva de "repetição de contato". Explicando: acho muito difícil dois desconhecidos que partem de uma premissa de diversão descompromissada, chegarem à conseqüência chamada relação. É algo como pegar a estrada de Santos querendo chegar a Salvador. Até dá, mas primeiro você terá que ir a Santos e de lá (quem sabe até perfazendo de volta o caminho que fez pra chegar), ir pra Salvador.
Mesmo em países que tem a tradição de manter locais apropriados para encontros de solteiros, esta idéia não funciona direito. Diz uma piada ( estrangeira e portanto, para nós, sem graça) que a única certeza que uma mulher tem quando vai a a um bar de solteiros (single bar) é que ela sairá de lá com alguém casado que finge ser solteiro. Mas, sairá com alguém, se é isto que importa...
Fico por aqui.
Beijos amorosos,
Alf.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Desafios profissionais.

Oi.
Disse ontem que não falaria sobre doença. Mas, como nem sempre a gente pode cumprir com a palavra, triste fato, falarei somente sobre dor de cabeça. Impressionante. Quando nenhuma dor me acomete, ela surge. Parece que existe uma disputa e que ela, a dor de cabeça, sempre perde, para dar lugar a outra dor; quando, ninguém (nenhuma outra dor) aparece, ela reina, soberana. Foi assim o dia todo e eu continua a enfrentar os limites da dor em meu corpo, mas sucumbi lá pelas cinco da tarde e tomei um Cefaliv - PARA MIM, o melhor remédio para dor de cabeça do mundo - bendito seja o médico que o receitou pra mim pela primeira vez.
Agora, dor de cabeça no sentido figurado, é o que normalmente acontece no ambiente profissional. Tem dia que tudo vai bem, sua rotina está feita ou em andamento, tudo dentro do prazo, bonitinho, fluindo... De repente, o cara de outra empresa, parceira, pagante, te liga, precisando de um equipamento em funcionamento NA SUA SEDE. Poxa, se é na sua sede, para atender um profissional de outra empresa, você se vira, né? Ao mesmo tempo, uma colega chega com uma máquina sem aplicativos (você não entendeu errado não, a máquina estava sem aplicativos, como eu não sei... Estou pensando em abrir uma sindicância para apurar o ocorrido e pelo visto, tendo em vista os indícios de crime - devem ter furtado os aplicativos -, ela evoluirá para um inquérito), pedindo ajuda. Pediu também ajuda a chefe da recepção, pois o micro dela, o da chefe (de quem mais poderia ser, não é mesmo?), não estava funcionando. Assim como também parou de funcionar uma impressora, de uma empresa terceirizada. Ora, de terceirizada não é comigo, certo? Não era, até eu ver a cara de choro do pessoal do setor. Deu pena gente... Fora aquele monte de outras coisas que, apesar de não ser da minha função (TI), vem todo mundo me perguntar ou pedir...
Para fechar a manhã (sim, tudo isto foi antes das 10:00h), um notebook, que não ligava (tava igual ao gorila da piada, que depois de traçar o caçador, não ligava, não mandava carta, nem e-mail, nem fax...). Liguei, aliás. Depois de ligado, não funcionava. Depois que funcionou, não entrou o usuário. Depois que eu criei um outro usuário e entrei (já no modo de segurança porque aquele notebook estava me dando nos nervos), o antivírus encontrou três vírus. Depois da varredura, não entrava nem com o usuário antigo, nem com o novo. Imagine-me em tempo real: Passa o checkdisk no modo DOS. Entra no novo usuário no modo de segurança; passa o antivírus de novo, encontra outros vírus. Encontra também um erro ao usar um determinado dispositivo de sistema. Ao acessar o dispositivo de sistema, deu acesso negado. Após o acesso negado, de várias formas possíveis e imagináveis, voltei pro DOS, excluí a $%#$%@#$ do dispositivo. Agora entrou, entrou tudo e com tudo, MENOS A #$%@#$%@#$% DA REDE...
Como são 22:00h e ninguém ligou até agora para reclamar, eu acredito que tudo ao final, deu certo afinal (sempre quis escrever este trocadilho, nem sei dizer se está certo, mas é legal, hehe).
Meu chefe ainda diz que eu não faço porcaria nenhuma... Vai vendo...
Beijos desafiadores,
Alf.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Esperança de melhoras!

Oi.
Hoje resolvi desafiar minha doença, melhor, o problema de saúde pelo qual estou passando. Vamos pensar positivo: eu não tenho nenhuma doença, só estou passando por um problema. E tentarei fazer com que este seja o último post sobre o assunto, antes que eu queira mudar novamente o nome do Blog, desta vez para: diário da doença do Alf - nada a ver...
Mas, como disse, desafiei meus problemas. Não de forma irracional, mas tentei ir um pouco além. Um pouco além na tolerãncia à dor, um pouco além na atividade física... Quando acordei sentia cólicas e dores abdominais, mas no presente momento, não sinto nada. Pela manhã, foi difícil disfarçar, as pessoas me perguntavam o que havia de errado e eu dizia: "nada". Cheguei a tomar alguns comprimidos, mas ao longo do dia, me esforcei para tornar mais esparso o seu consumo do que de costume. E subi na barra, me alonguei, caminhei, fiz meia dúzias de um exercício que eu adaptei (já há algum tempo) para pessoas do meu peso (sem forçar a coluna, meu outro medo de dor) e quatro sequências de outro exercício, também adaptado. Ousei e, apesar do medo da coluna doer, fiz três pequenas séries de abdominais.
Sinto-me o Sylvester Stallone naquela cena de "Rocky, um lutador", em que, após um tempinho de treino, consegue correr e atingir seu objetivo... Chego a ouvir o refrão daquela música (♪♪"Califóóóóóóórnia"♪♪) enquanto digito estas linhas.
Antes de vir dormir (e escrever no Blog), porém, passei na pizzaria do Elaor. Mas não se enganem, não foi para comer pizza. Fechamos um negócio e eu, como sempre, enrolado, estou devendo uns documentos. Qual não foi o meu espanto quando meu amigo me disse que estou mais magro. Claro, não é a atividade de um único dia, mas é sinal de que estou melhorando. Minha barriga já não está tão inchada como nos dias posteriores à minha internação e alta. Descobri que o abdomen mais firme diminui a frequência das dores. Então, não tem jeito: tornar-me-ei um praticante de atividade física. Ainda que seja só uma caminhadazinha, uns exercícios adaptados, quando muito umas abdominais preguiçosas...
A resenha deste texto porém, é clara: GRAÇAS A DEUS, estou melhorando.
Tentarei, a partir de amanhã, retomar a proposta deste blog e, ao invés de falar de mim, tentarei falar das observações que faço da viagem da vida. E espero conseguir, pois, se eu continuar a melhorar a cada dia, não precisarei mais falar de dores, de problemas de saúde, nada disso. Esta é, portanto, minha esperança.
Beijão a todos,
Alf.

domingo, 29 de agosto de 2010

Dores...

Oi.
Você sabe o que é acordar todas as manhãs procurando em si mesmo onde está a dor? É um estranho check list, mas tenho passado por ele. Acordo, com a certeza de que alguma parte do meu corpo está doendo. Caso eu ainda não tenha sentido dor, não é motivo para alegria, é somente porque eu ainda não identifiquei o lugar.
Hoje, foi a vez do abdômen, na região conhecida como baixo ventre. A dor perdurou o dia inteiro, ainda dói... Tem sido assim desde o dia onze de julho, menos um dia. Mas, eu sou longânimo. De todas as virtudes espirituais esta é a que mais desponta em mim. Para quem não conhece o termo, longanimidade é uma teimosia saudável, a qualidade do perseverante, mas vai além, pois é uma perseverança sempre positiva; mesmo que a vida dê sinais de que a derrota se aproxima, o longânimo continua ali, seguindo em frente e acreditando na vitória.
O longânimo, na gíria, é o famoso "malandro agulha", aquele que toma no buraco, mas não perde a linha. Este sou eu, sofrendo com as dores, mas acreditando nas prescrições médicas. Acreditando, melhor dizendo, em tudo que me passaram sobre meu estado de saúde (ou da falta dele).
Desculpe-me por falar de dor hoje. É que, longânimo ou não, a boca continua a falar do que o coração está cheio. E o meu está cheio de saber que meu corpo dói.
Hoje eu não mandarei nem beijo nem abraço. Mandarei um colinho, pois é disto que todo mundo sente falta.
Colinho gostoso,
Alf.