quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pivô da Separação. Existe isto? :-O


Gente, é impressionante a quantidade de mulheres que me procura com a mesma questão: não querem ser "pivôs" de uma separação. 

Percebi que esta é uma questão pública, então, longe de fazer apologia aos divórcios, ouso emitir publicamente minha opinião: mulheres, os homens, quando querem se separar, o fazem por estarem infelizes e insatisfeitos em suas relações atuais, mas, a maioria esmagadora deles, parece não ter forças para sair sozinho da prisão em que se transformou o seu casamento e precisam de alguém que os ajude, os apoie e, para tanto, utilizam-se de amigas confidentes, cúmplices, parceiras, com as quais mantém relações, sexualizadas, ou não. 

Sequer é garantido o status de novo cônjuge a esta parceira (na minha observação, cerca de 40% destas parcerias não suporta as consequências da separação anterior e se desfaz em até dois anos - em contrapartida, conheço também relações resultantes dessas parcerias que seguem como modelos - invejáveis - de uma vida conjugal de sucesso). 

Então, se a sua dificuldade era ser taxada de "pivô da separação", esqueça-a. É só mais um preconceito da sociedade, não uma preocupação real. Ah, mas a novela, o cinema, o livro fomentam este pensamento... Tá, livro tem que vender, novela tem que ter audiência e cinema, bilheteria. Na vida real, onde as pessoas tem chulé e arrotam, ninguém se separa por causa de outro alguém, mas sim, por causa de si mesmo. Com outro alguém, é mais confortável, mas lembre-se, não é por sua causa, é por causa dele.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Amores Maduros...

Oi...

Reencontrei este texto, meu, de 2006, versando sobe as lutas de "coroas" (como se eu não fosse, risos) contra um chamado, por vezes imoral e, porque não dizer, anti-ético, da vida... Como eu ainda não escrevi nada este ano (ô, preguiça...), resolvi brindá-los, aos meu DOIS leitores, com a pérola de meus pensamentos, há seis anos atrás...

Hoje, eu o chamaria como acima, "Amores Maduros" e não o pomposo título de outrora: "Podem pessoas adultas e casadas se apaixonar?". E, sequer faria menção a casados, pois a questão não é ser casado, é estar envolvido com alguém e se apaixonar por outra. Boa leitura!

"Podem pessoas adultas e casadas se apaixonar?

Observando o diário sofrimento das pessoas, vejo que ainda somos como nossos antepassados pré-históricos, que, pervertendo a hierarquia de Maslow (aquela, que escalonava as necessidades do ser humano em cinco estágios), transformamos nossos desejos, de forma irracional, indistintamente, em gênero de primeira necessidade.

Por qual motivo eu escrevo isto? É fácil: vejo os homens e mulheres de minha geração (cerca de quarenta anos) - todos, sem exceção - em busca, ou de um novo amor, ou de um grande amor do passado.

O inacreditável, é que a busca desse amor, ou melhor dizendo, esse amor, torna-se prioridade na vida dessas pessoas. Talvez, porque todos os níveis de prioridade já estejam supridos. Ou talvez, porque totalmente ao contrário, nenhum dos outros níveis esteja completamente suprido. Mas, se individualmente é por um motivo ou por outro, globalmente não existe na verdade um único motivo; são todos, tornando a sua motivação, conjuntural.

Nessa conjuntura que é a vida moderna, com suas infinitas possibilidades, geradas pela convergência tecnológica, o homem se sente só, ou infeliz, ou ambos, pois no inconsciente coletivo desta geração é assim mesmo. É infeliz, porque, apesar de casado, dentro de suas expectativas, bem sucedido, com filhos, etc..., se sente só. Por sentir-se só, isola-se e fica infeliz. Chamemos a isto de ciclo vicioso da infelicidade. Ah, sim, é só um exemplo. Poderia pegar qualquer outro exemplo de vida e o final seria o mesmo: só e infeliz.

Dirimirmos a nossa dúvida quanto a esta questão, é fácil. Basta abrirmos uma página de INTERNET que lá está a propaganda de um site de encontros... Uma amiga (dessa geração, de 37 anos) me disse que comentara com outra amiga, o quanto ela se ressentia de não existir MSN na época dela, para elas poderem "causar" na rede; uma, tem três filhos e a outra dois. O chato é que, na prática, elas tem "causado" - :D .

O chato mesmo é que, como elas, um sem número de adultos dessa geração também está assim, como que querendo voltar no tempo, para viver uma vida que não pode mais ser vivida. Parece que a vida é muito curta e que ainda temos muito que aproveitá-la, no melhor estilo hedonista. No meu ORKUT, além dos meus ex-alunos e ex-colegas de trabalho, existe uma grande quantidade de ex-adolescentes (risos) em busca de um passado, de uma identidade e, com certeza, de seus ex-amores e de colegas que tenham afinidades com estes nostálgicos assuntos.

A nostalgia sempre foi motivo de verso e prosa, não há nada de novo aqui. Nossos folhetins modernos, a exemplo dos grandes clássicos da literatura, estão recheados de histórias que falam de amores impossíveis e de reencontros, quando, talvez, a impossibilidade não exista mais, ou seja, pelo menos, esquecida, para possibilitar o final feliz. A geração de que falo então, busca seu final feliz. E não raro, arrisca tudo o que já conquistou, para tentar um novo recomeço...

Claro, estou generalizando, sempre existem aqueles que estão com o pé no chão e entendem que o passado não pode ser mais recuperado, afinal, para estes, lugar do passado é, bem, digamos... O passado. Pasmem, pois estes não levam uma vida mais tranquila do que aqueles; estes, já que não podem buscar no passado seu refúgio, partem em busca de um novo futuro, que dê justificação às suas vidas. Fatalmente, um novo grande amor.

Mas o amor é um assunto que nos faz sofrer. Sem espiritualizações nesta hora, falo do amor de amantes, carnal, não de outro. Falo do amor citado por Camões: "o amor é fogo, que arde sem ver" e que realmente dói, corrói, faz, insisto, sofrer. Fica-se em desatino. A mulher, mãe zelosa, esquece-se da prole e parte furtivamente para seu encontro com o amor. O homem, trabalhador, não titubeia entre faltar ao serviço e encontrar-se com seu objeto de desejo. A moral? Que moral? A ética? Que ética? O casamento? Ah, sim, este "já não anda bem há algum tempo...". Eu lembro de um amigo, que estava saindo do nosso local de trabalho. Ele é alegre, "converseiro" e de repente, emudeceu. Olhei em volta. Vi sua chefe saindo. "Deve ser uma cobra", pensei... Conversa, vai, conversa, vem,  descubro que é uma cobra no sentido bíblico, pois seduz, engoda, embriaga e atrai... Meu amigo é casado, pai de família, trabalhador e perdeu o rumo porque uma mulher que ele não conhece com intimidade, foi embora sem se despedir. Mas, afinal, por que isto o incomodou? Ora, segundo me confidenciou, ele está apaixonado por ela.

Após todas as considerações acima, respondo a questão a que me proponho: os adultos e casados até poderiam se apaixonar, mas não deveriam, porque no devaneio das paixões, acaba-se deixando de viver o momento que está aí para ser vivido. Festa PLOC é ótimo? Com certeza. Mas será que os quarentões não ganhariam mais se ficassem dando continuidade às suas próprias vidas, ao invés de ficar fantasiando uma vida que não (mais) existe? Talvez... Mas assim, eles continuariam tristes e solitários. E tentando a "nova vida" eles deixam de ficar infelizes e sozinhos? A resposta, penso eu, é provavelmente não, mas ninguém pode culpá-los por se enveredarem numa Jornada em busca da própria felicidade, encontrando-a ou não."

Relendo meu texto, penso que hoje eu tenho um outro ponto de vista, um outro olhar sobre a questão. Mas acho que falarei sobre este novo olhar, em um novo post, num novo dia, risos.

Beijos e abraços a todos,

Alf.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Balanço...

Oi!
Fim de ano chegando, os shoppings já se movimentam para os festejos natalinos, Papai Noel está com 352.218 chegadas previstas, enfim, caminhamos a passos rápidos e largos para o fechamento deste ciclo, chamado ano.
Eu sei que, para um balanço, está, digamos, cedo. Afinal, ainda faltam 49 dias pra o fim do ano... Mas, como para o fim do mundo, previsto para 21 de dezembro, faltam apenas 39 dias, resolvi me antecipar. Vai que... ;-)
Foi um ano bom. Sim, com certeza foi... Tudo bem, continuo pobre, continuo com problemas financeiros (igualzinho a você, né? Hehehehe)... Aliás, neste contexto, a melhor coisa que poderia acontecer, seria mesmo o fim do mundo... Coitados dos meus credores...
Voltando: Foi um ano bom. Eu realizei um sonho antigo, tornei-me Faixa Preta de Taekwondo. Ainda que todo o resto fosse trágico (o que não foi), esta realização cujo sonho começou há mais de trinta anos, cobriu de alegria a minha vida. Ainda me emociono ao pegar nas mãos a Faixa Preta, ao me olhar no espelho usando o "Black Collar", estrangeirismo usado para designar aquela gola preta dos Do Boks dos Faixas Pretas, eu, um deles. Sabiam que, não raro, eu a beijo (a faixa) antes de colocá-la na cintura?
Foi um ano bom. Com cerca de 60 dias de Faixa Preta, eu fui para o Campeonato Brasileiro. Não, você não leu errado, fui mesmo... Levei, logicamente, tinta, mas estava lá, entre os melhores do Brasil e me considerando um deles (talvez, sem sê-lo; mas, amando estar ali...).
Foi um ano bom. Continuando em minha caminhada de taekwondista, fui parar em Curitiba, no afamado Brazil Open, considerado o maior evento de Taekwondo da América Latina. Lá estava eu, "pagando mico",  participando das categorias artísticas (Poomsae, forma  e Kiok Pá, quebramento) e, num arroubo de ilucidez, participando do Keourugui, luta, matando de raiva todos aqueles que me consideravam um "taekwondista menor", por ser mais um artista marcial, do que um lutador. E, explicando o contexto do termo "ilucidez", entendi que preciso emagrecer urgentemente: o cara era tão grande, que o apelidaram de Sasquat, o temido pé-grande canadense. Mas, como na categoria de peso em que estou só existe o peso mínimo, fui obrigado a lutar com um atleta alto, grande e forte. Meta pra 2013? Emagrecer 14 Kilos - Tremei, categoria até 80 Kg!!!!
Foi um ano bom: Em meados de setembro, a WTF (World Taekwondo Federation) lançou um concurso online de vídeos de Poomsae Estilo Livre, ou seja, um concurso de "forma", cuja "forma" foi criação do atleta. Descobri por acaso, pedi pra alguém filmar, pra outro editar, postei na página da WTF e fiquei maravilhado com o resultado. Foram 1725 visualizações, 123 curtidas, 83 gostadas, 19 compartilhamentos, dezenas de comentários... Contudo, o "WTF Poomsae Comittee", após uma análise pormenorizada, declarou um atleta americano como sendo o vencedor do concurso. Ô inveja, quer dizer, ô raiva, bem, errr, quer dizer, xiiiiiiiiiiiiii... Vocês entenderam, não entenderam? ;-) Enfim, por tudo isto, foi também um bom ano...
Foi um ano bom. Um ano bom que ainda não acabou (09 de dezembro terá um campeonato na Samambaia). É claro, contudo, que neste ano não teve só Taekwondo. Mas, a boca fala do que está cheio o coração. E meu coração, vive Taekwondo.
Beijos e abraços,
Alf.

domingo, 30 de setembro de 2012

Atualizações...

Gente, como está corrido o meu dia-a-dia...

Consegui uma grande façanha. Hoje em dia sou faixa preta de Taekwondo. Uau! Mas, lembrai-vos do Homem-Aranha (?!?!?!??!): junto com grandes poderes, sempre vêm grandes responsabilidades.

A primeira grande responsabilidade foi o Campeonato Brasileiro de Taekwondo. Imaginem eu, com 44 anos de idade, indo para o meu 1º Campeonato Brasileiro. Parecia uma criança (quero dizer, parecia mais criança ainda...). E lá estava eu, com 62 dias de faixa-preta, competindo com Mestre Ricardo Favorito, Mestre Luciano Costela e o imbatível Mestre Renato Ribeiro. Aham...

Mas, pior que o campeonato, em si - alguns presentes disseram que eu estava tremendo; quanta maldade... - foi a preparação. Deixem-me explicar: como eu mudei de categoria (era colorida e passei para faixa-preta) e tive que treinar SETE novas sequencias de movimentos para o campeonato (para você ter uma ideia, teoricamente, pelas regras do Taekwondo tradicional, levar-se-iam 15 anos para eu ousar aprender a sétima sequencia e eu só seria considerado apto a executá-la, após mais seis anos...). Não obstante, treinei. E treinei... Horas por dia, todos os dias... Treinei tanto que me lesionei. Mas havia o campeonato. O que eu fiz? Fui lesionado mesmo. Fazer o que, né? É a vida...

Meu próximo desafio será o Brazil Open de Taekwondo, em Curitiba. Já consegui o patrocínio das passagens junto ao programa "Compete Brasília", que fomenta a participação de atletas brasilienses de alto rendimento - é, eu também não sei como é que eu fui parar ao lado desses atletas de alto rendimento, risos - em eventos esportivos em todo o país. Ainda falta o patrocínio das estadias, da inscrição (e de um par de luvas e de um protetor genital, que estou precisando). Mas vamos orando. Seguimos orando. Sempre em frente.

Abraços e beijos,

Alf.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Eu voltei....

Pois é...
Lembram-se daquela propaganda da SKY em que o cara chegava em casa, música de Roberto Carlos ao fundo e a esposinha (a estonteante Gisele Bundchën) esperando toda saudosa? Pois é, eu também voltei... Voltei, após um longo e tenebroso inverno, a escrever no blog (tá, ok, ao invés de "tenebroso inverno" está mais para um produtivo e agitado verão, mas dá pra me deixar usar o bordão? Obrigado.), voltei também a DEIXAR MEU BIGODE - está lindo, diga-se de passagem, hehehe -  e voltei a treinar Tae Kwon-Do (agora com  bastante intensidade e com chutes mais altos)... São os ciclos da vida, eles acabam se repetindo...

Aliás, eu tenho muita dificuldade em acompanhar os progressos do Tae Kwon-Do atual... São muitas regras, mudam quase sempre e pelo que entendi, existem regras que só existem em nosso país, como no caso dos atletas "Master" (velhinhos, como eu) que não chutam em cima. Como será que fica para os atletas que forem participar do "2013 World Master Games" (próximo campeonato mundial para velhinhos) em Turim, na Itália??? Será que esta regra também será aplicada por lá???? E o "Infantil Menor", que por aqui também não chuta na cabeça - aliás, não tem nem contato -? O que dizer do Emil (atleta "Infantil Menor"), conhecido como Tae Kwon-Do Kid, que é tão bom que saiu da Dinamarca para treinar nos EUA e que treina e luta com muita ênfase nos chutes em cima???? Dê uma conferida:


Sou da época em que o Tae Kwon-Do (entenda-se: todos os praticantes, em todas as categorias) chutava mais em cima. E se parecia mais com uma "luta de verdade", do que com o atual esporte olímpico. Usava todos os chutes, em todas as bases, ambas as pernas, socava-se muito, usava-se os braços para a defesa, uma postura mais ereta, enfim, quase outro esporte... Valorizava-se o treino de Ho Shin Sull (defesa pessoal) ou de Derion (as outrora "lutas combinadas"; hoje em dia usa-se o termo Keourugui para qualquer tipo de luta) da mesma forma que se valoriza atualmente o treino da luta olímpica. Ai daquele que lutasse bem, mas fizesse um Kibon Don Jah (treinamento para as formas) ruim... "Volta lá e paga dez", hehehehe. Bem, mas eu voltei (só para explicar: minha ponta vemelha é da segunda metade da década de oitenta - 1986?? 1987??? Não lembro ao certo... -, parei por cerca de quinze anos, voltei e treinei até sair vermelha, entre 2002 e 2003 - ouvindo já naquela época piadinhas do tipo: "nossa, o Tae Kwon-Do dele é muito diferente do nosso" - e agora, depois de quase mais uma década parado, voltei) e entendo que o lugar do passado é, bem, digamos, o passado. Resultado: quando voltei, mantive o "posto" (2ª Gub - vermelha), consegui mudar minha "patente" (1ª Gub - ponta preta), mas vejo que, como naqueles jogos de tabuleiro, eu voltei foi para o início. É como que se o que eu já soubesse, tivesse que reaprender; melhor dizendo, TENHO q reaprender. O esporte evoluiu também no aspecto marcial; com isto, as posturas ao se realizar as formas (Poomsae, técnica na qual sempre me achei "o cara") também mudaram, ou, como se diz, evoluíram... Admito neste espaço e publicamente que não sei lutar o moderno Tae Kwon-Do (eu me considero, para fins de luta, na minha categoria, o pior atleta do Distrito Federal - eu posso até ter ganho algumas lutas e medalhas, mas isto não significa, PARA MIM, que eu esteja bem; quando muito, significam que dei sorte, hehehehhehe); mas também admito que estou fazendo a minha parte para aprender o máximo sobre este, para mim, "novo" esporte, o qual sonho, em breve (um ano??!?!?!?), estar lutando "feito gente grande" (apesar dos quase 44 anos de idade e dos quase 100 quilos, fatores que dificultam a excelência no aprendizado).

Eu voltei. Vejamos no que vai dar.

Beijos e abraços,

Alf.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Expectativas.

Oi.
Existe um livro famoso, de Charles Dickens, chamado "Grandes Esperanças" - Great Expectations, no original em inglês, por isto o título deste post, "Expectativas.". Charles Dickens, autor famoso, foi "plagiado" até por um gênio, Walt Disney, que inspirou um de seus famosos personagens, Tio Patinhas, no mais famoso personagem de Charles Dickens, Ebenezer Scrooge, de "Um Cântico de Natal". (tão plagiado, que em inglês, o nosso Tio Patinhas chama-se Uncle Scrooge McDuck, em franca referência ao personagem de Dickens, que no livro é chamado de Uncle - Tio - Scrooge). Mas, agora que todos já entendemos a importância literária de Dickens, voltemos a "Grande Esperanças", um livro também famoso, que já foi vertido para o teatro, cinema e TV por, pelo menos, 19 VEZES, se incluirmos as versões animadas, com destaque para um episódio de South Park. É uma história triste, um drama, mas que, ao narrar a vida de um homem, a partir dos sete anos e as benesses que recebeu, o faz de forma inusitada, porém sincera.
Chega o início do ano e acendem-se as chamas da esperança de uma vida melhor com relação àquela que foi vivida no ano novo anterior. Claro, é até natural também, que certas expectativas se frustrem. Acho que já escrevi isto antes, mas, para mim os eventos da vida são assim: os sonhos se concretizam e as fantasias se frustram, mas é só com o passar do tempo e dos eventos é que entendemos o que havíamos planejado que foi sonho ou fantasia.
Quando trabalha-se com plano de metas, estuda-se o futuro. E o futuro é quantificado em prazos, curto (até um ano), médio (em torno de três anos) e longo (até dez anos - acima deste prazo, podemos chamar de visão de futuro e não, simplesmente, de metas). Pois bem, neste curto espaço de tempo, de um ano, é preciso ser realista: não adianta projetar para um ano, objetivos de longo prazo, nem postergar a execução de tarefas que transformem nosso curto prazo em médio (ou quem sabe até longo) prazo. É preciso encontrar o ponto ideal da balança, entre o demasiado cedo e o demasiado tarde , para que nossas expectativas possam, através do nosso trabalho, inserido num contexto de uso eficiente de tempo, lograr êxito, transformando-se em realidade.
2012 chegou e meus votos de ano novo são que seus sonhos possam se transformar em realidade. O seu esforço é motor que pode fazer isto, mas o combustível é sua crença de que é possível. Afinal, tudo é possível ao que crê. Para dar uma cor local, que tal este vídeo com Mariah Carey e Whitney Houston, "When You Believe":
http://www.youtube.com/watch?v=ezCntjPsrY4
Creia, transforme seus sonhos em realidade, suas expectativas em verdade e faça acontecer algo novo em sua vida.
Beijos e abraços,
Alf.

domingo, 13 de novembro de 2011

Cinco milhões mais rico.

Oi.
Acabei de te enganar, não foi? Você achou que eu estivesse 5 "pila" mais rico, não é mesmo? Pois é, bem que eu gostaria. Ah, tá... Você também, né? É desse jeito... Recentemente o tio Bill (Bill Gates, fundador da Microsoft) deu uma entrevista alegando que ser bilionário não é tão bom assim. Nas palavras dele é o "mesmo hambúrguer de sempre". Será? Eu acredito que este é um tipo de experiência que a pessoa tem que vivenciar - para ter sua própria opinião - por mais que o palestrante seja um dos homens mais ricos e poderosos do mundo.
Contudo, se eu fosse CINCÃO mais rico, compraria uma mansão na QI (quadra interna) do Lago Sul... A tal 'ponta de picolé', cujo terreno é banhado pelas águas do lago. Eu sei, é longe do meu trabalho, dos meus amigos, dos lugares que frequento, das coisas que gosto, mas é uma curtição. E teria que ter piscina (não dá para nadar no lago, né? Tem que ter uma piscininha, água tratada, aquecida, coisa e tal... Mas, se não for pra nadar, porque morar no Lago? Já disse, curtição!). Sem contar que, no Lago Sul, tem uma coisa que em lugar nenhum de Brasília tem: mofo. Isto mesmo, mofo. Aqui, o clima é desértico, mas lá, por causa da umidade do lago, tem. Viu?!?!? Uma exclusividade do Lago. Existem outras exclusividades, como o engarrafamento do Plano para se chegar ou sair (nos horários de pico), o custo de vida elevadíssimo, as recentes invasões e tal... Mas como eu disse, curtição.
Bem, espero que vocês tenham curtido o meu post, assim como eu curtirei estar no Lago Sul depois de rico (adeus Cruzeiro/Sudoca/SMU). Afinal, como diz um amigo meu: "Queria ser pobre um dia... Porque ser pobre todo dia é sofrido demaaaaaiiiiiiis..."
Zoações à parte,
Beijos e abraços,
Alf.

domingo, 23 de outubro de 2011

Tae Kwon-Do II

Oi.
Estou ausente, eu sei... Meus dois leitores fiéis já devem ter desistido de mim... Bem, fazer o quê, né? A fila anda... Para blogueiros e leitores, risos.
Bem eu havia dito que se emagrecesse um quilo até setembro, estaria ótimo, pois em setembro eu faria exame de faixa. Pois é, não fiz exame, não teve exame... Vida é assim mesmo, é aquilo que acontece enquanto a gente faz planos... Em contrapartida, voltei a competir. Claro que, com meus quilinhos a mais, quando muito, posso dizer que competitivamente eu estou fazendo "poomse" (na minha época era "hian", mas não esquenta com o idioma coreano não, você com certeza já viu isto, é aquela demonstração de técnica numa forma, onde o atleta luta com adversários imaginários). Já peguei duas medalhas nesta modalidade, uma em Aparecida de Goiânia, outra aqui no Cruzeiro. Está meio difícil encontrar gordinhos com a minha idade e que ainda queiram participar de Keourugui - ou Kyorugui -, luta, mas assim que eu conseguir um adversário à altura - tipo assim, com andador ou obesidade mórbida -, tô dentro... Hum... Cabe aqui uma rápida explicação do "coreanês" esportivo. Existem várias federações e estilos; no WTF é Kyorugui, no Jung Do Kwan (que também é federado na WTF - vai entender - ninguém me pergunte o porquê...) é Keourugui e no ITF é Derion. Simples, não???????
Bem, mas o mais legal é que eu não estou um quilo mais magro, como previam minhas expectativas do último post. Estou CINCO quilos mais magro (91,65 KG, em foto do meu Facebook). Não se assustem, a média é de dois quilos por mês e meu técnico/professor/treinador/"cara que me dá bronca quando eu faço merda" me disse que a média de dois quilos por mês é o máximo aceitável e que o ideal seriam 10 KG em um ano. Beleza, não preciso mais me preocupar em emagrecer, hehehehehehehehe (até parece).
Bem, é isto. Espero desta vez não parar de treinar. Está sendo bom pra mim, pro César... E a última: a Mírian (mãe do Cesinha) começou a treinar Tae Kwon-Do também - já fez duas aulas... Alguma coisa me diz que devo começar a treinar dobrado, risos.
Beijos e abraços,
Alf.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tae Kwon-Do!

Oi.
Meu blog está sendo vítima da minha falta de tempo de escrever... Meus (ex-) leitores devem estar sofrendo (ou se aliviando) com a falta de meus escritos...
A grande "atualização" de minha vida é a volta aos treinos de Tae Kwon-Do. Sim, com esta grafia, diferente da que você vê por aí (taekwondo ou tae kwon do, sem hífen), mas que foi a grafia que eu aprendi. Sim, pois eu treino desde os doze anos de idade (treino dois meses, paro um ano e por aí foi...); a última faixa que eu peguei foi a vermelha (segunda gub - ou gupp -, penúltima faixa) em dois mil e bolinha (2001 ou 2002). Em 2005 eu treinei dois meses e parei, desta vez , de verdade. Foram seis anos até que eu voltasse agora, em maio deste ano. Voltei por quê? Porque o Cesinha quis treinar. E o bichinho gosta... Já tá colecionando medalhas... Ê, Cesinha...
Mas o assunto hoje sou eu. E, nessa do Cesinha treinar (e eu treinar com ele), emagreci cinco quilos. A impressão visual é, para mim, que cheguei a pesar 103 quilos este ano (atualmente estou com 96,6 Kg), legal. Estou naquelas de usar roupas dois números a menos, medir qual buraco do cinto estou usando, essas coisas. Eu acho que se eu perder mais um quilo até meados de setembro, está bom. Bom não, ótimo.
Ótimo, pelo seguinte: acho que farei o exame para a ponteira preta em setembro; claro que se eu estiver mais leve, minha performance durante o exame será melhor. Quanto mais eu emagrecer até lá, melhor. Eu mesmo estou impressionado comigo, pois muita coisa que eu esperava não dar mais conta, estou dando. Sem contar os ganhos secundários de socialização, proximidade com o Cesinha, disciplina de horários, etc...
Por tudo isto, acho que o Tae Kwon-Do foi a grande atualização da minha vida nos últimos três meses.
Forte abraço,
Alf.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Ser pai II

Oi.
Pois é, continuo sendo pai. O fato é que ser pai, com P maiúsculo, toma o tempo da gente. Olhei minha última postagem, nossa, foi em abril... Que será que eu fiz de lá para cá? De tudo um pouco, só que ao lado do Cesinha.
De Red Bull X Fighter ao circuito Racing (da LINEA), de aulas de Tae Kwon-Do a campeonatos (contando com uma vergonhosa/inusitada participação em uma luta "à vera" deste elefantinho coroa que vos escreve), estamos sempre juntos. Ele é tão presente na minha vida e eu sou tão presente na vida dele, que ele me acompanha até nos chamados de urgência do meu serviço. Meus amigos o conhecem, ele conhece os meus amigos e alguns chegam a estranhar quando eu e ele não estamos juntos. Se ser mãe é padecer no paraíso, ser pai é viver nele.
Beijos e abraços,
Alf.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ser Pai.

Oi.
Eu sempre tive muito medo de ser pai. É terrível a carga que se coloca sobre nossos ombros. Temos que nos tornar padrões, para que nossos filhos sigam nosso exemplo. A relação de pai com o filho é diferente da relação de mãe com o filho. A mãe educa, ensina. O pai, arrasta. Como pai, tenho tentado levar o meu filho a ser um bom homem. Tive que me tornar um homem melhor. Estou me tornando um homem melhor. Desde que optei por "assumir" a paternidade, tenho procurado fazer com ele o que eu espero que os homens do futuro façam no seu dia-a-dia. O nosso ensino, o paterno, é o do exemplo.
Cesinha não é fácil e não é fácil mudar. Tenho tentado mudar sempre. E não somente aos meus olhos, mas aos olhos dele. É por ele que eu procuro viver bem com as pessoas que me cercam. É por ele que eu procuro não me ausentar muito, principalmente à noite, quando ele se encontra em casa. Espero ensinar pelo exemplo positivo; seria muito frustrante saber que o Cesinha, então "Cesão", fez ou deixou de fazer alguma coisa porque não queria ser igual ao "traste" do pai. Isto é muito ruim.
Tenho milhões de problemas. Sou causador de outros milhões, que me afetam e afetam a outros. Mas, mesmo assim, procuro fazer o meu melhor. Procuro ser o melhor pai para o Cesinha.
Abração,
Alf.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"O Besouro Verde", melhor, "Kato"...

Oi.
Estou começando a achar que tenho um gosto péssimo para filmes. Mas antes, gostaria de dizer que é maravilhoso estar de férias porque, de férias, posso assistir um filme no dia de sua estréia e não "quando dá tempo"...
Lembram-se quando escrevi sobre "Os Mercenários"? Pareceu-me que só eu gostei do filme... Agora, com o Besouro, não parece ser diferente...
Ao contrário do que muita gente pensa, o Besouro não surgiu com aquela série de TV. A primeira versão do Besouro foi radiofônica, a série da TV, com o lendário Bruce Lee, já foi um remake da série radiofônica.
Já que falamos de Bruce Lee, no filme "Dragão - A Verdadeira História de Bruce Lee", duas cenas chamam a atenção: a primeira, que mostra o teste em que ele conseguiu o papel de Kato - sim, não tinha como o papel não ser dele - e a segunda, aquela em que ele vai à China para o enterro do pai e um produtor sai em busca dele, como nos filmes do gênero de Kung Fu, e ao final lhe diz que lá (na China) a série "O Besouro Verde" era conhecida como "Kato". É verdade; a franquia, tanto aquela, como esta nova versão, poderia ser chamada de Kato. Contudo, acho que na nova versão, isto foi feito de caso pensado.
Enquanto a série clássica era mais séria, a nova versão tenta ser brincante, pois ninguém imagina um Seth Rogen (o homem por trás da máscara do besouro) sério; ele é o cara ideal para fazer um cara drogado, ou bêbado, ou "bon vivent", com noites de orgia (insinuadas, seu público é a garotada), drogado e muito, muito trapalhão. Isto sem falar nos roteiros que escreve (ele co-escreve o roteiro). Ele é o cerébro por trás do sucesso adolescente "Super Bad - É Hoje", o pai atrapalhado de "Ligeiramente Grávidos" e o improvável macho em "Pagando Bem, Que Mal Tem?". Bem, ele dá "credibilidade" ao personagem central do filme, que inicia em meio a festas e bobagens do homem mimado e rico que se tornará o Besouro.
Já o Kato, vivido pelo excelente artista marcial taiwanês Jay Chou (cujo kung Fu foi conhecido dos brasileiros pelo intrigante "A Maldição da Flor Dourada"), era órfão, passou privações, foi criado pelas ruas, em suma, foi alguém que teve que se virar... O encontro destes dois contrastantes mundos é o estopim da parceria que conduz este filme de aventuras. É um filme de sessão da tarde - o que tem os críticos de cinema contra as sessões da tarde? - que mostra dois amigos irresponsáveis, tendo os problemas e aspirações típicas de amigos irresponsáveis (incluindo aí as brigas, os ciúmes, as armações, os "et cetera" que envolvem essas amizades) enquanto tentam salvar a cidade do crime. Contam com a ajuda da secretária do alter-ego do Besouro, a estonteante Cameron Dias, num papel, digamos, "não estonteante", mas fundamental na trama.
Um filme divertido, engraçado, que faz rir... Também tem boa dose de ação. Antes de assistir o filme, eu havia lido uma crítica, falando que as cenas de ação não convenciam e tal... Discordo. Amei o filme. A julgar pelas gargalhadas do povo à minha volta, outras pessoas também gostaram. Então, é um filme divertido. Ah, sim, até com a incômoda situação do Kato, que, seguindo a tendência da série televisiva, parece mais mocinho do filme que o herói Besouro, o roteiro brinca.
Então, divirtam-se.
Beijos e abraços,
Alf.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Valentine's Day

Oi.
Pois é, passou em branco aqui nestas nossas terras tupiniquins o "Valentine´s Day". O Dia de São Valentim, mártir celebrado pela Igreja Católica, é o dia dos namorados de todo o hemisfério norte. Sim, eles comemoram o dia dos namorados no dia 14 de fevereiro e não no dia 12 de junho, como nós. Quer entender? Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Namorados.
Sou um coroa de 42 anos de idade, com diversas obrigações sociais e talvez para mim o dia dos namorados não traga grandes implicações... Normalmente, eu me lembro do dia dos namorados no dia seguinte, quando reclamam que eu esqueci da data, risos. Mas, para aqueles cujas obrigações sociais não são, de certa forma, um fardo, o dia dos namorados é uma oportunidade...
Meu pai, que hoje está com 81 anos de idade, por exemplo: minha mãe morreu há cinco anos... Ele conseguiu ficar triste com isto por um mês, um mês e meio, no máximo... Lá pelas tantas ele se tocou que estava sem mulher para lhe fazer cobranças, sem filhos para criar, sem responsabilidades financeiras e que estava "solto na buraqueira". Perdi todas as minhas empregadas, pois meu coroa passou a se engraçar com todas elas; as que eram sérias, se afastaram e a que se interessou por ele, saiu do emprego porque, como ele dizia, "mulher minha não trabalha!". Só que ele era meu hóspede. Então a minha outrora empregada passou uns dois anos sendo minha "madrasta". Parece até novela mexicana, credo...
Meu pai, porém, é um namorador inveterado. Se ele descobrir que tem dois dias dos namorados, ao invés de um só, é capaz de aproveitar um dia dos namorados para ficar com uma (ele é muito bom de lábia, convenceria a menina que alguém "importante como ela" merecia ter o dia comemorado como nos "States") e o outro dia (o nosso dia) para ficar com outra...
Eu pego demais no pé dele, dirão vocês, meus leitores. É, talvez vocês tenham razão... Afinal, só porque quando ele tinha 80 anos namorava uma gatinha de 18, eu não preciso ficar pegando no pé dele, não é mesmo? Ah, sim, a namorada tinha dezoito; já as peguetes...
Bem, agora está comportado, segundo ele, com uma namorada só. Meu filho a chama de vó... Não é lindo?
Quanto a você leitor amigo, aproveite que toquei no assunto no post de hoje e já marque na sua agenda o dia dos namorados aqui do Brasil. Afinal de contas, se fosse hoje, você teria esquecido, não é mesmo? Risos.
Beijos e abraços,
Alf.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Férias (início).

Oi.
Este ano eu me superei. Todos os anos, quando eu vou sair de férias, ocorre um imprevisto: ou precisam de mim no serviço, ou eu entro de férias e levo serviço para fazer nas férias, ou quebro minhas férias para resolver problemas particulares... Até férias porque bati o carro (?!!?!!?!?!) eu já tirei.
Este ano porém, aconteceu o absurdo dos absurdos. Eu já estava de férias há dois dias e não percebi. Trabalhei de graça os tais dois dias. Explicando: tão acostumado estou a não ser "eu quem me navego" ("quem me navega é o mar" - música de Paulinho da Viola), não percebi que, pela primeira vez na vida, poderia ter planejado tranquilamente as minhas férias. Não sou muito dado a folgas, quem me conhece sabe disto. O ano em que mais viajei na vida, 2004, só se vêem fotos minhas de farda. Viajei, é claro, a trabalho. Tem foto minha trabalhando até dentro de avião, imagine. Mas nem meu "trabalho de férias" eu planejei direito este ano.
Conclusão: acho que fui tão acostumado a ser desrespeitado em meus direitos (até mesmo pelas dificuldades da vida), que comecei a achar o errado, certo.
Boas férias não planejadas pra mim.
Beijos,
Alf.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sobrevivente...

Oi.
Ontem eu estava teclando com o Xaxa (apesar do apelido, digamos, pueril, é um Primeiro-Sargento do Exército, de quase dois metros de altura) e eu comentei com ele sobre a morte de um outro Sargento. Por analogia, começamos a conversar sobre o assunto morte e percebemos quantos amigos queridos e comuns a nós, já se foram.
Eu tenho 42 anos e o Xaxa deve ser, no máximo, 5 anos mais novo do que eu. E falávamos de homens com idades semelhantes à nossa: Romazzini, Domingos, Libório... Cada um teve sua história e, de certa forma, colaborou para a progressão da vida na Terra, um de forma mais altruísta, outro, nem tanto e outro, de forma mais violenta (apesar de todas estas mortes terem sido de forma violenta). Mas foram pessoas que passaram por nós e que já se foram. Como me disse outro amigo, o Anércio, esperamos apenas que estejam (ele se referia a um só, eu é que estou estendendo o conceito para todos) em um bom lugar...
Só que, a determinada altura da conversa, me lembrei de minha prima, pouco mais nova do que eu, que morreu de câncer em 2007 e do seu Gunther, professor que me substituiu na Microcamp, que, como fiquei sabendo ontem, morreu em julho de 2010. Comentei com o Xaxa que chegamos a uma altura da vida em que podemos já nos chamar de sobreviventes. Ele no auge dos seus 37 anos não comentou, mas deve ter pensado em pessoas queridas que também se foram e concordou comigo.
Então, a cada manhã, torno-me, uma vez mais, sobrevivente. E tento continuar vivo até a manhã seguinte.
Beijos e abraços (aproveitem meus beijos e abraços, conforme a preferência, enquanto podem, enquanto estou vivo...)
Alf...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

19.

Oi.
Eu gosto de filmes. Existem muitos filmes cujos nomes são números. Um, cujo número é absoluto, é "23", com Jim Carrey. Mas, se eu pudesse fazer um filme de 19 dias da minha vida (o tal 19 do título do post), seria um drama, que falaria da epopéia de um homem, numa jornada frenética, em busca de algo que é parte de seu ser: seu carro.
O meu carro foi apreendido. Estava há apenas QUATRO anos sem pagar as taxas... Só que o "meu carro" está no nome da Mírian. Estivesse no meu nome, tudo bem, pagaria eu o que tivesse que ser pago e retiraria o carro no DETRAN, dia seguinte. Só que, como estava no nome da Mírian, tudo teria que ser feito por procuração. O carro foi apreendido dia 18, na semana que antecede ao Natal, logo, todos os desembaraços estavam embaraçados. Sem contar que eu precisei contar com a "boa vontade" do funcionalismo público de Brasília, uma piada. Só para fazer a primeira procuração, foi um parto. A procuração do DETRAN envolve uma série de documentos, meus, que foram enviados para Volta Redonda, no Estado do Rio, onde está a Mirian, para poder AGENDAR a feitura da procuração lá. Como VR é interior, não havia SEDEX 10 pra lá; e na semana do Natal ainda, imagine. A documentação levou três dias para chegar, outros três dias para agendar... Como era ano novo, ESQUEÇA o SEDEX 10... Enfim, entre apreensão e procuração na minha mão, foram 10 dias. Aí, começou meu novo calvário: na procuração faltava uma palavra, a procuração também precisava ser abonada por um cartório de Brasília para ser validada, em todos os cartórios que eu fui o sinal público do cartório de Barra Mansa (cidade vizinha a VR, mas cujo agendamento da procuração foi breve) tinha expirado... Mais uma semana e um dia para tudo isto se acertar... Bem, tudo certo, documento na minha mão, fui ao pátio que me indicaram. Estava aflito. O carro para um homem maduro é mais importante que comer, beber, dormir... A relação de um homem com o carro deveria ser incluída na Hierarquia de Maslow como necessidade básica... Bem, tudo certo, se aproxima de mim a funcionária, com o papel na mão e... Me diz que o carro estava em outro pátio e que àquela hora já não tinha mais como busca-lo... Dia seguinte fui ao pátio. Por via das dúvidas levei Rafinha comigo, ou pra me ajudar a dar porrada em alguém, ou pra me segurar para não dar porrada em ninguém. Mas, Graças a Deus, deu tudo certo. Ufa! Obrigado Rafinha, pelo apoio e consideração. Sem sua prestimosa ajuda, não teria conseguido!
Diz a Sol que tudo pro canceriano é difícil e enrolado. Deve ser mesmo. Mas será que meu signo ascendente não poderia ter me ajudado? Será que o ascendente também é câncer? Xiiiii... Risos. Beijos motorizados,
Alf.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Balanço...

Oi.
Estava eu pensando (ah, fala sério Alfonso: você pensando... Quer enganar quem???) no ano que se passou. Do ponto de vista pessoal, penso que foi o pior ano da minha vida (até agora). Vejam só (e concordem comigo):
1. Acidentes de carro: sofri três acidentes de carro, todos muito caros...
2. Internações: internaram-me duas vezes, precisei dormir em clínicas especializadas mais duas vezes; fora as vezes em que passei as noites em claro em hospitais, no soro (que não são consideradas internações)...
3. Dignósticos: diverticulite e apnéia severa. O primeiro, quando eu menos esperar, será indicação de "entrar na faca"; o segundo, quando eu menos esperar ocorrerá a "morte súbita" (trágico, não? Você acha que é exagero? Porque não é a sua vida, né? - Humor negro nessas horas, só eu mesmo...).
4. Vida financeira: juntando tudo o que se gastou com o carro neste ano, dá mais de setenta por cento do valor do veículo (isto com o carro perfeito... E olhe lá!)... O que se gastou com medicações, exames, etc, para mim, foi uma pequena fortuna. Nas minhas atividades extra-expediente, levei um calote no valor do meu salário (praticamente), lá pelo meio do ano, quando internei... Como passei mais tempo dodói do que são, deixei de atender uma boa parte da minha clientela, perdendo alguns clientes... Por falar em perder, "vendi" minha moto (zoeira, eu a vendi mesmo). Nas condições nas quais ocorreu a venda, foi um negócio bom para ambos os lados. Mas...
5. Fechamento do ano: para "coroar" o ano em questão, na semana antes do Natal, meu carro foi apreendido pelo DETRAN, só porque estava com QUATRO anos sem pagar IPVA, licenciamento seguro, multas, etc... O dinheiro para tirar o carro do pátio não foi um, digamos, problemão (dizem que amizade é melhor do que dinheiro no bolso: é verdade)... O problemão foi que o carro não estava no meu nome e aí começou minha jornada pelos caminhos burocráticos do Brasil. A pé! A moto, eu vendi, lembra? Pois é, até o bom negócio, tornou-se prejuízo. O outro carro, está em Volta Redonda e só volta lá pelo início de fevereiro... Bem, mas se você mora no Rio ou em São Paulo, andar a pé (na verdade de ônibus e/ou metrô) é até reconfortante, dá pra dormir e tudo durante os deslocamentos, sem contar que a espera é curta e você consegue ir a qualquer canto com transporte coletivo... Mas em Brasília, o serviço de transportes urbanos é uma "caca", o bairro onde moro é militar e, por questões de segurança, NÃO PASSA ÔNIBUS! Resultado: estou há três semanas sem carro, pagando estadia de carro em garagem do DETRAN e, pasmem, andando de ônibus (gastando de quinze a vinte minutos a pé PARA CHEGAR NO PONTO)! Será que andar de ônibus em Brasília pode ser considerado um ganho?
2010? Já vai tarde... Viva 2011!
Quero antes de terminar este post, agradecer ao pessoal que me deu força em cada intempérie no ano de 2010. Sem vocês, eu não teria chegado ao fim deste ano. Ah, sim, vocês leitores estão incluídos neste agradecimento. Meu muito obrigado a todos.
Beijos e abraços,
Alf.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Objetivos...

Oi!
Sabemos que não se vive sem objetivos. Muitos de nós traçaremos metas neste período que servirão de norte no ano vindouro. Eu não sou muito de planejamentos, quem me conhece pessoalmente sabe que sou adepto do sistema administrativo NHS: "NA HORA SAI!". Mas, uma coisa é não planejar como atingir as metas; outra coisa, ao meu ver, nociva, é não traçá-las.
O momento de traçar metas para o próximo ano é agora. A execução começa amanhã. Cedo. Eu sempre me assustei com a história da equipe de competição sul-coreana de Tae Kwon-Do. Uma vez, um mestre de Tae Kwon-Do levou uns filmes, num exame de faixa. O filme mostrava o árduo treinamento da tal equipe, a eficácia do treino em um campeonato, os diversos prêmios ganhos pelos atletas e, quando eu achei que terminara, mostra uma última tomada, no Kukiwon (o grande centro de treinamento de Tae Kwon-Do), no dia seguinte ao campeonato da fita, às 08:00h da manhã. O pátio de treinamento estava lotado. Encabeçando as fileiras, estavam os campeões de menos de 24 horas atrás, treinando duro para o próximo campeonato, em busca de uma nova medalha, de um novo título. Pensemos: se os campeões treinam assim, nós, que ainda temos muito que lutar para chegarmos ao topo, precisamos treinar, no mínimo, dobrado. Mas não adianta treinar se não existirem objetivos bem definidos. Defina-os hoje, treine a partir de amanhã, conquiste-os ao longo do ano vindouro.
Beijos objetivos,
Alf. Ah, sim, a abordagem cristã do mesmo tema, você encontra em http://ministerioalfonso.blogspot.com.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ninguém me ouve...

Oi.
Sabe aquele lance do João Batista, que era a voz que clama no deserto? Entendo perfeitamente. Tem um outro texto, famoso, que diz: "...não te detenhas, clama a plenos pulmões..."; juro que tento. Juro que clamo. E nada.
Um dia, há alguns anos, estava explicando como é que se gerencia uma rede com segurança e um dos meus colegas estava rodando um script num banco de dados. A máquina, é claro, travou; "rodar um script" é rodar um pequeno programa que normalmente exige muito do processamento da máquina num primeiro momento, para facilitar as buscas ou operações no banco de dados, usando o mínimo de processamento depois, quando o banco está em produção. Para a gente, de TI, normal. Um dos meus ouvintes era um chefe (de outro setor) que, sentado, acompanhava minha preleção. Interrompeu-me para dizer que a máquina travou "provavelmente" por causa de vírus (já estava ao final da minha explanação, não tinha como ele, depois de ouvir tudo que eu disse, confundir as coisas, processamento lento com vírus). Enfim, ninguém me escuta...
Outro dia, mandei comprar um produto, em outro estado. O emissário me colocou para falar com o vendedor. Ainda assim, o produto não foi o que pedi. Ninguém me escuta.
A gatinha do interior caiu na lábia do gatão da cidade grande; eu avisei a ambos que iria dar merda. Deu. Ninguém me escuta...
Ando pensando: será que o problema sou eu? Será que não estou utilizando os recursos linguísticos adequados? Ou será que todos só fazem o que está em sua cabeça, independente daquilo que nos esforçamos para lhes falar? Sem falar naqueles que não entendem e se revoltam porque não entenderam...
Ah, sim, já sei: sou insignificante. É isto! Por isto, ninguém me ouve. Ainda que eu clame a plenos pulmões. Ainda que eu só queira espalhar a retidão e o bem com os meus ditos. Ninguém me ouve...
No entanto, costumam ouvir fofocas, maledicências, palavras de engano... Não ouso seguir este caminho para ser ouvido. É anti-ético demais. Assim sendo,
NINGUÉM ME OUVE!
Beijos e abraços silenciosos,
Alf.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

100.

Oi.
Esta é a minha postagem de número 100. Um marco na história deste blog e na minha vida. Justo eu, tão desorganizado e desfocado, consegui, finalmente, levar algo adiante por conta própria, sem ninguém me forçando a fazer. Voluntariamente eu escrevo estas linhas e converso com meus leitores de bom grado, por qualquer canal que eles utilizem para me procurar - telefone, e-mail, postagem em redes sociais (ORKUT, Facebook, Twitter, etc...), o que for.
E, para comemorar este marco, estou disponibilizando para leitura meu outro blog: http://ministerioalfonso.blogspot.com/.
O novo blog surgiu de uma conversa antiga com a Solange, que me disse que não gostava dos meus "rascunhos da Bíblia", não porque fossem mal escritos (Xiii... Será que são?!?!?!?!), mas porque não eram pertinentes à vida dela; em contrapartida, o volume de feedback (retorno) por parte dos meus leitores aumentava quando eu ousava explorar o cotidiano através dos caminhos teológicos. Percebi então que eu tinha dois públicos, um secular, que prefere minhas mensagens de otimismo (ou de crítica inteligente, ou de sarcasmo, ou de ironia, etc...) sem referenciação na Palavra de Deus, e um outro grupo, este, sedento pelas minhas considerações religiosas sobre o cotidiano. Do ponto de vista teológico, sempre ousei o novo olhar, um novo pensamento sobre assuntos já conhecidos - principalmente porque minha abordagem é a de um homem pecador, que precisa conviver com suas fraquezas e dúvidas; não sou um super homem espiritual, nem meus escritos estabelecem metas intangíveis para o cristão comum... Então, o mote do meu novo blog é a metanóia, a mudança de mente que todo o seguidor de Cristo tem que viver, mas que nem sempre é motivado a isto, acabando por viver um cristianismo industrializado, sem novidade de vida. Mude a mente, mude a vida.
Quer conhecer meu novo blog? Mais do que um blog, espero que se torne uma nova proposta, que ajude as pessoas a renovarem suas mentes e a olharem para o mundo que as cerca e para si mesmas sob uma nova perspectiva, transformadora. O endereço está abaixo:


Não foi megalomania colocar meu nome no blog, só que todos os nomes que tentei já eram usados (e depois de uma hora e meia tentando, acho que dei foi sorte...).
Boa leitura, conto com o seu apoio (mesmo que teologia ou religião não sejam a sua praia, passe por lá, dê uma conferida... Quem sabe você não acaba se surpreendendo positivamente?).
Beijão (ou abração, o que você preferir),
Alf.